Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 19/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 19/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 19/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 19/06 09h30 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 17/06 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 17/06 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Embaixada dos EUA será transferida para Jerusalém no 70° aniversário de Israel

media Bandeira israelense na antiga cidade de Jerusalém, em 6 de dezembro de 2017. REUTERS/Ammar Awad/File Photo

A Embaixada dos Estados Unidos em Israel será transferida oficialmente de Tel Aviv para Jerusalém em maio de 2018, para coincidir com o 70º aniversário da criação do Estado judeu, segundo anunciou nesta sexta-feira (23) o porta-voz da diplomacia norte-americana, Heather Nauert. Palestinos consideram a escolha da data uma “provocação”.

 

"Estamos muito satisfeitos em dar este passo histórico, e estamos ansiosos para a abertura [da embaixada norte-americana em Jerusalém] em maio", acrescentou Nauert em um comunicado nesta sexta-feira (23).

A decisão aparece como uma manifestação de apoio da Casa Branca a Israel e coloca ainda mais em xeque o papel de Washington como mediador no conflito israelo-palestino. No entanto, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse na quinta-feira (22) que o novo plano de paz norte-americano para acabar com o conflito logo estaria pronto.

Palestinos lembram anualmente a proclamação do Estado de Israel em 14 de maio de 1948, como a "Nakba" ("catástrofe" em árabe), sinônimo de êxodo de centenas de milhares de pessoas, despejadas nas estradas durante a primeira guerra árabe-israelense que se seguiu à criação de Israel.

"A coincidência com a data da Nakba é uma provocação para os árabes, muçulmanos e cristãos", disse o número dois da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat. "Com esta decisão, a administração Trump, eventualmente, isolar-se completamente e se torna parte do problema em vez da solução", acrescentou ele, reiterando que a presença da Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém "viola o direito internacional".

A data é duplamente simbólica porque 13 de maio é comemorado em Israel como Dia de Jerusalém, comemorando a "reunificação" da cidade após a captura de Jerusalém Oriental em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. Após a anexação de Jerusalém Oriental, a parte palestina da cidade, Israel declarou a cidade inteira como sua capital "eterna e indivisível", mas a comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel e considera Jerusalém Oriental como um território ocupado.

Mais rápido do que o esperado

O processo de mudança ocorre muito mais rápido do que o previsto inicialmente. O chefe da diplomacia norte-americana, Rex Tillerson, havia dito em dezembro que a transferência não seria provavelmente realizada antes dos próximos dois anos, mas, no mês passado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou de uma transferência "dentro de um ano".

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.