Ouvir Baixar Podcast
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 15/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 14/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 14/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 14/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 14/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 13/10 15h27 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

Parlamento Europeu premia cineasta ucraniano preso e Rússia denuncia “decisão política”

media Oleg Sentsov durante seu processo em Rostov-on-Don em agosto de 2015 REUTERS/Sergey Pivovarov

O Parlamento Europeu atribuiu nesta quinta-feira (25) seu prestigioso prêmio Sakharov Para a Liberdade de Pensamento ao cineasta ucraniano Olega Sentsov, que se encontra preso na Rússia. A recompensa foi justificada por uma “contribuição excepcional à luta pelos direitos humanos no mundo”.

Ao conceder o prêmio, o Parlamento Europeu deu um claro sinal de crítica à Rússia, de acordo com o porta-voz do Parlamento, Jaume Duch, entrevistado pela RFI. “É um gesto político muito forte. O Parlamento deseja expressar que a situação na Crimeia é insustentável, com diversas pessoas que foram presas por sua oposição política ao governo russo”, afirma.

“Existe todo um contexto político estratégico por trás. Mas é sobretudo uma forma de mostrar solidariedade a Sentsov, que está na prisão”, ressalta Jaume Duch. “O prêmio deseja dar visibilidade a essa situação injusta. O presidente [do Parlamento] acabou de dizer que exige a soltura de Sentsov. Ele exige oficialmente que as autoridades russas o liberem. Esperamos que essa demanda seja ouvida”.

Nascido na península ucraniana anexada pela Rússia em 2014, Oleg Sentsov, de 42 anos, está detido na colônia penitenciária russa de Labytnangui. Pai de duas crianças, ele foi preso em maio de 2014 em sua casa e condenado em 2015 a 20 anos de prisão por terrorismo e tráfico de armas, num processo qualificado de “stalinista” pela ONG Anistia Internacional.

Sentsov começou uma greve de fome para obter sua liberação e a de todos os “prisioneiros políticos” ucranianos detidos na Rússia, que só terminou 145 dias depois. O G7 e diversas personalidades políticas e do mundo cultural já pediram que ele fosse liberado. Oleg Sentsov concorria com dois outros finalistas pelo prêmio Sakharov: o militante marroquino Nasser Zefzafi, também preso, e uma ONG que ajuda os migrantes no mar mediterrâneo.

Rússia protestou contra decisão

Moscou, por sua vez, denunciou uma decisão “totalmente politizada” do Parlamento Europeu. “Por que escolheram Sentsov e não Savtchenko?”, disse a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, fazendo referência à piloto militar ucraniana Nadia Savtchenko, detida na Rússia, liberta numa troca de prisioneiros, e presa novamente na Ucrânia por preparar um atentado contra o Parlamento. “No começo, eles também faziam apelos em seu favor [de Savtchenko], como fazem hoje com Sentsov. Depois, eles a traíram cinicamente e cruelmente”, afirmou Zakharova.

“Dar um prêmio a uma pessoa reconhecida culpada de terrorismo é a última etapa de um desprezo pelas normas e pelas leis”, disse, por sua vez, Piotr Tolstoï, vice-presidente da câmara baixa do Parlamento russo. “Essa escolha é totalmente infundada”.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.