Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 18/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 18/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 18/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/08 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 18/08 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 18/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/08 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

Refugiados sírios atravessam o Ártico para chegar à Europa

media Refugiados sírios atravessam zonas polares para chegar à Europa

Os sírios que fogem da guerra em seu país encontraram uma nova ponta de entrada na Europa: a fronteira entre a Rússia e a Noruega, pelo Ártico. Apesar do frio polar, eles geralmente fazem o cruzamento em bicicletas. "Cerca de 150 pessoas cruzaram a fronteira este ano, a maioria sírios", afirma Hans Møllebakken, chefe da polícia norueguesa na cidade fronteiriça de Kirkenes, a mais de 4.000 km de Damasco. "A cifra explodiu este ano."

Enquanto milhares de compatriotas utilizam barcos precários arriscando suas vidas para cruzar o mar Mediterrâneo, alguns refugiados optam por pegar caminhos mais longos e menos perigosos. É o caso do posto fronteiriço russo-norueguês de Storskog, no extremo norte da Europa.

Em 2014, apenas cerca de 20 pessoas em busca de asilo cruzaram este ponto setentrional que foi, durante a Guerra Fria, uma das únicas zonas fronteiriças diretas entre a URSS e a Otan. A essa latitude, as temperaturas podem cair a -15°C no inverno.

Entre os refugiados sírios, alguns viviam na Rússia há alguns anos, outros pegaram aviões de países do Oriente Médio e depois viajaram para Murmansk (noroeste da Rusia), até chegar a Kirkenes, segundo Hans Møllebakken.

Governada por uma coalizão na qual participa a direita populista antimigração, a rica Noruega - país que não é membro da União Europeia, mas que pertence ao espaço Schengen de livre circulação de pessoas - pratica uma política de acolhida bem restritiva, principalmente em comparação à vizinha Suécia.

Essa última recebeu no ano passado 13% dos pedidos de asilo apresentados na UE, o que a coloca em segundo lugar, depois da Alemanha, embora ocupe o primeiro lugar em relação a sua população.

Desafio do inverno

Como a passagem de Storskog está proibida para pedestres, alguns refugiados aproveitam uma falha no regulamento e cruzam a fronteira de bicicleta.

"O frio, a neve, a escuridão... Tudo isso representa um verdadeiro desafio", afirma o inspetor Gøran Stenseth, número dois do posto de fronteira, do lado norueguês.

A polícia de Kirkenes apreendeu algumas bicicletas e cobrou multas de até 650 euros a russos e noruegueses reincidentes, que alugaram seus veículos para que os refugiados passassem.

Ao contrário do que acontece em outros países europeus, esses imigrantes não são detidos. Assim que cruzam, são levados para a capital Oslo, onde registram seu pedido de asilo.

De acordo com as autoridades, a Noruega recebeu cerca de 1.000 pedidos de asilo de cidadãos sírios desde o início do ano. Durante este mesmo período, mais de 300.000 migrantes de diferentes nacionalidades cruzaram o Mediterrâneo e mais de 2.500 pessoas morreram afogadas tentando chegar à Europa, segundo a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur).

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.