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Mundo

Le Monde duvida que um dia o papa aceite uso da camisinha sem restrições

media As declarações do papa Bento 16 sobre o uso do preservativo são recebidas de forma positiva em todo o mundo. Reuters

O jornal francês Le Monde que chegou às bancas nesta segunda-feira traz um editorial analisando as declarações feitas por Bento XVI, no último sábado, de que o uso da camisinha em relações sexuais é aceitável em alguns casos, como o de prostitutas soropositivo que queiram proteger seus parceiros.

O editorial é intitulado "O Papa, a sexualidade e as leis da Igreja". O texto começa com uma pergunta: "Será que um dia o papa aceitará o uso do preservativo sem restrições?".

Para Le Monde, esse dia ainda está longe, mas o primeiro passo que o papa Bento XVI deu nesse sentido não pode passar despercebido. Afinal, a maior autoridade da Igreja Católica não nega que o preservativo é um dos meios para lutar contra a aids. Mesmo se o papa não encoraja o uso nem reconheça seus benefícios, como o fazem os especialistas que lutam contra a pandemia.

O editorial acha que já era tempo para o Vaticano de parar de persistir no erro de proibir a camisinha, o que fragilizava a sua influência global. Como exemplo, é lembrada a declaração catastrófica do papa em sua primeira viagem à Africa em 2009, quando ele condenou o uso de preservativos para combater a aids. Em um país onde morrem 75% das vítimas da doença, a postura de Bento XVI pegou mal e foi criticada no mundo todo.

Reação de organizações internacionais

Este primeiro passo dado pelo papa no sábado passado, admitindo o uso de preservativos em certos casos, despertou uma reação internacional em série. As declarações foram consideradas uma boa notícia e um bom começo para a diretora geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan. Nesta segunda-feira, ela saudou a nova posição do Vaticano.

Católicos liberais e militantes da luta contra a aids também receberam de maneira favorável as declarações do papa. O presidente da organização americana Catholics for Choice, Jon O'Brien, afirmou que esta é uma vitória do bom senso e da razão. Gérard Guérin, da associação francesa Chrétiens et Sida, que milita desde 1990 para que a Igreja mude seu posicionamento sobre a epidemia, reconhece que as declarações causaram surpresa.

"Essa notícia representa a abertura de uma brecha na política até então inflexível do Vaticano sobre sexualidade. É uma verdadeira libertação para antilheses e africanos, muito fiéis às diretrizes da Igreja", disse Gérard Guérin.

Os comentários do papa sobre o uso de preservativos estão no livro de entrevistas "Luz do mundo", que será apresentado à imprensa nesta terça-feira.
 

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