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Europa

Falha no sistema de geolocalização da Itália teria causado atraso de 9 dias para encontrar corpo de turista francês

media O jovem francês Simon Gautier, morto aos 27 anos após cair em um penhasco durante caminhada no sul da Itália. Reprodução Facebook

Simon Gautier fazia doutorado em História da Arte na Itália. Ele tinha 27 anos e foi encontrado sem vida no sul do país, após cair acidentalmente de um penhasco. Gautier fazia turismo na região com equipamento para caminhadas, e chegou a pedir socorro após a queda, avisando que estava “morrendo de dor” e que havia “quebrado as duas pernas”. Amigos do jovem acusam as equipes de socorro de ter chegado tarde demais, e o chefe do serviço nacional de resgate aponta falha no sistema tecnológico de localização do país.

Equipes de resgate italianas recuperaram na manhã desta segunda-feira (19) o corpo de Simon Gautier, o turista francês desaparecido no Golfo de Policastro durante uma excursão em 9 de agosto, encontrado pelo resgate na noite de domingo (18), na área de "Belvedere di Ciolandrea", no município de San Giovanni a Piro, na província de Salerno.

Nesta área íngreme onde as falésias mergulham no mar, a cerca de 200 km ao sul de Nápoles, os socorristas colocaram o corpo do jovem francês em uma maca e o desceram até uma pequena praia logo abaixo.

Em declarações ao jornal italiano La Repubblica, os amigos de Gautier, que tentaram desesperadamente encontrar o rapaz após seu pedido de socorro, afirmaram que “erros foram cometidos desde o começo, desde que a operação de resgate começou” e que “o que foi feito nos últimos dias deveria ter sido feito desde 9 de agosto”, quando Gautier caiu do penhasco.

A partir daí, um barco da Guarda Costeira o resgatou e o levou ao porto de Policastro Bussentino por volta de meio-dia. Ele foi levado para o hospital mais próximo em Sapri, segundo as autoridades italianas. Uma autópsia deve ser realizada em breve, em particular para determinar se uma mobilização mais rápida e massiva do resgate poderia tê-lo salvo a tempo.

"Não estamos convencidos de que a continuação das investigações para averiguar os detalhes do acidente está sendo realizada da melhor maneira”, afirmou um de seus companheiros. A prefeitura de Salerno, no entanto, nega atrasos na ajuda até o momento.

Francês poderia ter sido salvo, segundo responsável

"Se a Itália tivesse aplicado a diretiva da União Europeia implementada em 2009, Simon Gautier teria sido imediatamente geolocalizado, rapidamente resgatado e talvez com resultados muito diferentes", afirmou ao jornal italiano o presidente nacional do sistema de resgate italiano 118, Mario Balzanelli.

"Esta história deixa claro o absurdo e insustentável fato de que na Itália os centros operacionais de socorro ainda estão sem o sistema de geolocalização das chamadas de emergência, embora sua implementação tenha sido prevista por um decreto do Ministério do Desenvolvimento Econômico em 2009", diz Balzanelli.

O presidente do 118 enfatiza que "na Itália o sistema tecnológico de Localização Móvel Avançada (AML) ainda não está disponível, graças ao qual, mesmo na ausência da internet, do smartphone de quem solicita ajuda, uma mensagem de texto seria enviada para comunicando imediatamente as coordenadas GPS que correspondem exatamente ao ponto onde a vítima está localizada”. Balzanelli ressaltou o enorme atraso com o qual a máquina de emergência está se movendo na aplicação das diretivas europeias.

Jovem teria morrido uma hora após a queda

Acredita-se que Simon Gautier tenha morrido pouco tempo após sua queda, segundo uma fonte da polícia italiana, que realiozu uma primeira análise de seu corpo nesta segunda-feira.

"A morte aconteceu logo após sua ligação [para pedir ajuda, às 8:57 da manhã, hora local]. Às 10h, ele provavelmente já estava morto", disse a fonte a repórteres italianos. “O corpo do jovem sofreu ferimentos graves nas pernas, mas a cabeça dele não parece ter sido machucada”, disse a fonte.

O pai de Simon, que participou da busca ao lado de sua mãe e outros parentes do jovem, reconheceu o corpo no hospital Sapri. Membros do resgate alpino vigiaram a noite toda o corpo encontrado no domingo à noite, depois de nove dias de busca.

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