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Europa

Dissidentes do Novo IRA assumem responsabilidade na morte de jornalista na Irlanda do Norte

media A jornalista Lyra McKee tinha 29 anos. Facebook

O Novo IRA, um grupo republicano dissidente que luta pela reunificação da Irlanda, admitiu sua responsabilidade na morte da jornalista Lyra McKee, baleada durante confrontos em Londonderry. A polícia anunciou uma detenção nesta terça-feira (23).

O Novo IRA apresentou "suas sinceras e completas desculpas à companheira, à família e aos amigos de Lyra McKee por sua morte", informa o site do jornal The Irish News, que afirmou ter recebido uma declaração com uma mensagem cifrada por parte do grupo dissidente.

A jornalista, de 29 anos, morreu na noite de quinta-feira (18), quando "se encontrava junto às forças inimigas", justificou o Novo IRA, em referência às tropas "fortemente armadas" que "provocaram" os distúrbios que precederam o falecimento de McKee.

A polícia da Irlanda do Norte anunciou nesta terça-feira que prendeu uma mulher de 57 anos na investigação sobre a morte da jornalista. Dois homens, de 18 e 19 anos, que haviam sido detidos previamente, foram liberados sem acusações.

O drama remete aos tempos sombrios do conflito na Irlanda do Norte, que dividiu a província britânica durante três décadas.

Mais de 3.500 mortos em conflitos

A violência entre republicanos nacionalistas (católicos), partidários da reunificação da Irlanda, e os unionistas (protestantes), defensores da permanência sob a Coroa britânica, deixou cerca de 3.500 mortos até os Acordos da Sexta-feira Santa, em 1998.

O pacto selou a retirada das forças britânicas e o desarmamento do Exército Republicano Irlandês (IRA).

Mas como ocorre com o Novo IRA, ainda existem grupos ativos de republicanos dissidentes que lutam pela reunificação com a vizinha República da Irlanda, inclusive através da violência.

O Novo IRA, criado entre 2011 e 2012, reivindicou a explosão em janeiro de um carro-bomba em Londonderry, cidade que os irlandeses chamam apenas de Derry.

Após o atentado, foram encontrados vários pacotes com pequenos artefatos explosivos, sobretudo em edifícios dos aeroportos City e Heathrow de Londres, atos reivindicados também pelo Novo IRA.

Após a morte de Lyra McKee, a polícia norte-irlandesa afirmou que havia constatado uma "mudança radical" no bairro de Creggan, onde aconteceram os confrontos e conhecido até agora pelas relações tensas com as forças de segurança.

Os seis principais partidos políticos da Irlanda do Norte - incluindo os unionistas e os republicanos, incapazes há mais de dois anos de chegar a um acordo para formar um governo em Belfast - publicaram uma declaração conjunta: "O assassinato de Lyra constitui um ataque contra todos os membros desta comunidade, um ataque contra a paz e o processo democrático".

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