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Europa

Em meio a impasse, britânicos protestam contra o Brexit e pedem novo referendo

media Protesto deste sábado (23) em Londres pode bater o recorde de participantes. REUTERS/Marc Jones

Centenas de milhares de pessoas contrárias à saída do Reino Unido da União Europeia manifestaram neste sábado (23) em Londres, para pedir a realização de um segundo referendo sobre o Brexit. Os organizadores do ato afirmam que esse pode ser o maior protesto contra o divórcio dos europeus já realizado até agora, superando uma manifestação de outubro de 2018, que contou com 700 mil pessoas.

Os manifestantes levavam cartazes dizendo que “o melhor acordo é nenhum Brexit” e pediam “consulta popular já”. Os participantes iniciaram a marcha no Marble Arch, passaram nas imediações da residência da primeira-ministra Theresa May, em 10 Downing Street, e seguiam na direção do Parlamento.

Duzentos ônibus provenientes de diferentes cidades do país levaram manifestantes anti-Brexit a Londres. Personalidades e celebridades, como a atriz Keira Knightley, confirmaram presença.

Premiê não quer nova votação

Em diversas ocasiões, May excluiu a possibilidade de convocar uma nova votação sobre a saída da União Europeia, argumentando que agravaria as divisões políticas e fragilizaria a democracia britânica. Os defensores do Brexit alegam que um segundo referendo daria início a uma grave crise institucional.

Na sexta-feira (22), a premiê deu a entender que poderia não submeter o projeto de acordo com os europeus para uma terceira votação no Parlamento. O texto já foi recusado duas vezes pela Câmara dos Comuns, desde janeiro.

No deal?

A imprensa londrina informa que, diante do impasse, a pressão aumenta para que May peça demissão do cargo. “Eu encararia as coisas de outra forma se a questão fosse bem gerenciada e o governo tomasse decisões adequadas. Mas está um caos completo”, reclamou o manifestante Gareth Rae, de 59 anos, que foi de Bristol à capital para protestar.

Os dirigentes europeus, por sua vez, concordaram em adiar a data do Brexit para o dia 22 de maio, se a Câmara dos Comuns ratificar o acordo na semana que vem, ou 12 de abril, se o texto for novamente recusado. Neste caso, os britânicos sairiam do bloco sem acordo, no que é considerado o cenário mais prejudicial à economia do Reino Unido.

Com informações de Reuters e AFP

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