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França

Favorito na corrida presidencial francesa, Macron diz que não tem medo de Putin

media Emmanuel Macron, candidato à presidencial francesa, conversou com a RFI sobre sua estratégia de política externa AFP/Joël Saget

O candidato à presidência francesa Emmanuel Macron, que aparece como favorito nas pesquisas de opinião, concedeu uma entrevista exclusiva à RFI nesta quarta-feira (5). Ao apresentar sua estratégia de política internacional caso seja eleito no dia 7 de maio, o ex-ministro da Economia de François Hollande lançou críticas severas contra o presidente russo Vladimir Putin, mas disse que o chefe do Kremlin não o impressiona.

Na entrevista de meia hora concedida à RFI, o candidato do movimento Em Marcha falou sobre a crise na Europa, explicou sua visão das relações futuras da França com os vizinhos europeus e outras potências mundiais, mas também deu sua posição sobre a guerra na Síria, um dos temas sobre os quais foi mais enfático. Macron disse que “a França tem atualmente um inimigo, que é o grupo Estado Islâmico, e o povo sírio tem um inimigo, que é o presidente Bashar al-Assad. Também somos vítimas da guerra na Síria, seja por causa do terrorismo ou da imigração”, insistiu. Porém, o ex-ministro se disse contrário à destituição do chefe de Estado e defende uma transição política no país.

Questionado pelos jornalistas Anne Corpet e Christophe Boisbouvier sobre os métodos para essa transição, o candidato criticou abertamente a onipresença de Teerã e de Moscou nas negociações. “Eu não me satisfaço vendo a crise síria sendo resolvida hoje pelo Irã e pela Rússia. Isso é um fracasso total da nossa diplomacia, francesa e europeia”, declarou. “Isso vai contra o multilateralismo que sempre defendemos na região”, continuou, pedindo a participação de toda a comunidade internacional na busca de uma solução de paz.

Macron também falou das relações diretas de Paris com Moscou. “Nós não compartilhamos os mesmos valores com o presidente Putin”, disse o candidato. Questionado se o presidente russo não poderia tentar pressioná-lo caso fosse eleito, o centrista disse que não tem medo de intimidação. “Vários já tentaram desde que eu entrei para a política, mas se deram mal”, disse, parafraseando o diretor de cinema Michel Audiard.

“Eu não faço parte dos candidatos à eleição presidencial que são fascinados pela força. François Fillon, Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon já manifestaram sua grande fascinação por Putin, mas esse não é o meu caso.”

Diálogo com a Rússia, apesar das divergências

"Mas, ao mesmo tempo, há situações internacionais que nós devemos administrar para nossa segurança e nossos interesses que necessitam um diálogo exigente e responsável com a Rússia, como a crise síria”, ponderou o presidenciável. “Minha vontade é fazer isso de forma coordenada com a Alemanha e, se possível, com a União Europeia. Acredito realmente que o binômio França-Alemanha é coerente é forte para discutir com a Rússia”, completou o ex-ministro, que já avisou que, se for eleito, sua primeira visita internacional será a Berlim.

Uma pesquisa de opinião divulgada nesta quarta-feira confirma que Macron e a candidata de extrema-direita Marine Le Pen estão praticamente empatados para o primeiro turno da eleição. Já se o segundo turno fosse hoje, o ex-ministro da Economia venceria com 62% dos votos, contra 38% para a candidata da Frente Nacional.

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