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Mundo

Partido da Irmandade Muçulmana é banido da cena política do Egito

media O presidente Abdel Fattah al-Sissi recebendo flores de crianças, no início da semana, em um evento no Cairo. Reuters

O Egito baniu, neste sábado (9), a Irmandade Muçulmana de sua cena política ao determinar a dissolução do braço político da organização. O ato é considerado o golpe final da uma caçada empreendida pelo presidente Abdel Fattah al-Sissi, que pretendia “erradicar” o grupo, considerado uma organização terrorista.

A repressão aos integrantes da Irmandade Muçulmana começou assim que se efetivou a destituição do presidente islâmico Mohamed Mursi, em julho de 2013. Ele era um dos principais líderes do Partido da Liberdade e da Justiça (FJP), que foi dissolvido neste sábado pela mais alta corte administrativa do país.

O presidente Abdel Fattah al-Sissi foi eleito em maio tendo como uma de suas plataformas de campanha combater a organização. Após um processo de eliminação física em que milhares de integrantes da Irmandade foram presos e mortos, a dissolução do FJP parece ser a última etapa.

Antes do golpe e da prisão de Mursi, o partido islâmico havia vencido todas as eleições desde sua criação, em 2011, na sequência da revolta popular que derrubou Hosni Mubarak.

Segundo a Corte administrativa suprema, o partido foi banido porque “violou a lei que rege o comportamento dos partidos políticos”. A decisão não é suscetível de apelação. Em um comunidado, os advogados do partido classificaram a decisão de “mais um de uma série de episódios da contra-revolução”.

Mursi foi derrubado após várias manifestações de rua. O exército, então controlado por al-Sissi, depôs e prendeu o presidente, que havia sido eleito um ano antes, na primeira eleição presidencial democrática do país.

O conturbado Egito pós Mubarak

Um mês depois, o novo governo dirigido por al-Sissi se lançou em uma política repressiva impiedosa contra toda manifestação islâmica. Policiais e soldados mataram mais de 1.400 manifestantes pró-Mursi e prenderam mais de 15.000 integrantes ou simpatizantes da Irmandade Muçulmana. Vários foram julgados e condenados à pena de morte, como o guia supremo do grupo, Mohamed Badie, em julgamentos denunciados pela ONU.

Em dezembro de 2013, quando a maior parte dos atentados que se multiplicavam pelo país foi reivindicada por movimentos jihadistas que se diziam ligados à Al-Qaeda, a Irmandade Muçulmana passou a ser considerada “organização terrorista” pela Justiça.

Em abril de 2014, o PLJ foi proibido de se apresentar às eleições legislativas e locais. Al-Sissi venceu a eleição presidencial de maio de 2014 com 96,9% dos votos, após ter eliminado não apenas a Irmandade Muçulmana, mas também os liberais e jovens que haviam levado à revolta contra Mubarak em é 2011.

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