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Mundo

Parlamento é dissolvido e eleições legislativas são antecipadas na Armênia

media O primeiro-ministro armênio Nikol Pachinian, em 25 de setembro de 2018 na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. REUTERS/Eduardo Munoz

A Assembleia Nacional da Armênia foi dissolvida nesta quinta-feira (1°), apenas duas semanas após a renúncia de Nikol Pachinian como primeiro-ministro. A dissolução era desejada pelo premiê reformista desta ex-República soviética do Cáucaso.

Pachinian espera obter maioria para governar depois da nova eleição, apenas alguns meses depois de ter sido levado ao poder através de uma forte mobilização popular. As legislativas antecipadas na Armênia acontecerão em 10 de dezembro de 2018.

A dissolução do Parlamento armênio não foi uma surpresa. Ela foi motivada pela votação desta quarta-feira (31), quando os deputados, principalmente da oposição republicana, ligada ao ex-presidente Serge Sarkissian, não votaram a favor de Nikol Pachinian, o único candidato à sua própria sucessão como chefe do governo.

Pachinian renunciou ao cargo de primeiro-ministro em 16 de outubro. O objetivo era provocar uma dissolução do Parlamento, eleições parlamentares antecipadas e conquistar uma maioria parlamentar.

Após a renúncia do primeiro-ministro, a Constituição armênia prevê que os deputados tentem eleger um novo candidato duas vezes. Mas Nikol Pachinian já havia feito um acordo tácito com os deputados para que ele ou qualquer outro candidato não fosse eleito. O Parlamento foi então dissolvido, conforme exigido por lei. Um primeiro passo que corresponde à agenda do ex-primeiro-ministro.

As eleições parlamentares antecipadas estão marcadas para 10 de dezembro. Se o partido de Nikol Pachinian conquistar, como ele espera, uma maioria parlamentar, o premiê poderá então continuar suas reformas na luta contra a corrupção.

Trajetória incomum

O percurso de Pachinian rumo ao poder na Armênia ainda surpreende os cientistas políticos, que ainda tentam analisar o que o pesquisador Gevorg Melikian chamou, em entrevista ao jornal Le Monde desta quarta-feira (1°), de "abracadabra".

"Aconteceu tão rápido", disse. “Essas multidões na rua quando, há pouco tempo, ainda pareciam letárgicas; esta repentina confiança do povo em si; e essa eficiência para dobrar o poder que acreditava ser capaz de agir eternamente com impunidade. É simplesmente incrível!", declarou o especialista ao vespertino francês.

Com informações de Constance Léon, correspondente da RFI em Erevan, e do jornal Le Monde

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