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Mundo

Após 10 candidatos serem mortos, reunião da OTAN sobre segurança nas eleições é atacada no Afeganistão

media General Abdul Raziq, chefe da polícia de Kandahar, foi morto no ataque de hoje durante uma reunião da OTAN no Afeganistão JAWED TANVEER / AFP

Um ataque reivindicado pelo Talibã na sede do governo regional de Kandahar, na presença do comandante das forças da Otan no Afeganistão, fez três mortos, incluindo uma autoridade da polícia afegã, e doze feridos. A ação acontece poucos dias antes das eleições legislativas no país, onde 10 candidatos já foram assassinados nos últimos meses.

Três americanos ficaram feridos na troca de tiros: um civil, um militar e um funcionário de uma empresa de segurança privada. Mas o general americano Scott Miller, que participava da reunião sobre a segurança antes das eleições no sábado (20) neste país, não foi atingido, segundo um porta-voz da missão da Otan.

"O general Raziq e o chefe da província do NDS - o serviço de inteligência do Afeganistão - foram mortos e o governador está em estado crítico", afirmou à AFP uma autoridade da segurança de Kandahar. Considerado um pilar do regime em sua luta contra os insurgentes na província de Kandahar, o general Abdul Raziq já havia sido alvo de uma série de atentados. Seis dos seus guarda-costas e dois membros do serviço de inteligência afegão ficaram feridos, acrescentou a fonte, que pediu para não ser identificada. De acordo com o centro de apoio à mídia no Afeganistão, o NAI, um jornalista também teria sido morto no tiroteio.

"Os principais alvos do ataque eram o general Miller e o chefe da polícia de Kandahar, o brutal general Abdul Raziq", anunciou o Talibã, segundo o centro americano de supervisão de sites extremistas. Já o porta-voz do Pentágono, o tenente-coronel Kone Faulkner, afirmou que "o general Miller não foi visado" e que os únicos alvos eram "o general Raziq e/ou o governador" Zalmai Wesa.

Atirador estava infiltrado e trabalhava como um dos guardas do governador

"O atirador era um dos guardas do governador. Ele foi morto", declarou à AFP uma fonte da segurança de Kandahar. Em sua mensagem reivindicando a ação, os talibãs afirmaram que o autor do tiroteio era "um infiltrado". Um fotógrafo correspondente da AFP estava presente na reunião entre Miller e Raziq antes do ataque. "Assim que saí do prédio, o tiroteio começou", testemunhou.

Eleições legislativas estão programadas para o sábado no Afeganistão, e as forças de segurança estão em alerta, após o Talibã e o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) anunciarem que vão realizar ataques. Pelo menos dez candidatos foram mortos em ataques direcionados durante a campanha. Na quarta-feira (17), um ex-general do exército afegão que lutou contra o Talibã e concorria pela província de Helmand (sul) foi morto em um ataque igualmente reivindicado pelo Talibã.

A campanha eleitoral foi pontuada por ataques durante os comícios eleitorais que fizeram dezenas de civis mortos. Cerca de 54 mil membros das forças de segurança foram mobilizados para garantir a segurança das 5 mil assembleias de voto. Por motivos de segurança, outras 2 mil não serão abertas. Em uma declaração na quarta-feira, o Talibã pediu aos professores e diretores que "não deixem as escolas se transformarem em centros de votação".

Com informações da AFP.

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