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Mundo

Em visita à Terra Santa, Papa Francisco promoverá o diálogo entre religiões

media Papa Francisco circula entre a multidão reunida na praça São Pedro para as celebrações de Páscoa. REUTERS/Tony Gentile

O papa Francisco inicia no próximo dia 24 de maio uma viagem de dois dias pela Terra Santa, que ele classificou de "peregrinação ecumênica." O Santo Pontífice passará pela Jordânia, Belém, territórios palestinos e Jerusalém.

O papa terá a companhia do rabino Abraham Skorka e do professor muçulmano Omar Abboud, dois velhos amigos de Buenos Aires. O diálogo entre as religiões monoteístas é uma das prioridades para o papa Francisco.

A maratona na Terra Santa inclui vinte etapas e quinze discursos e é a quarta visita de um sumo pontífice à região. A viagem terá um forte esquema de segurança para evitar riscos de atentados, já que o papa é conhecido por circular no meio da multidão.

O ponto alto da visita será no domingo, dia 25, diante do túmulo de Cristo em Jerusalém, quando acontecerá uma oração coletiva do papa e dos patriarcas das igrejas católicas e ortodoxas do Oriente. Os religiosos de Jerusalém haviam aconselhado o papa a adiar a viagem, mas ele escolheu 2014 para lembrar a passagem de Paulo VI e do patriarca Athénagoras pela região em 1964, uma data marcante para os católicos.

Conflito israelo-palestino

A viagem do papa Francisco também acontece em meio a um contexto difícil para as relações entre Israel e os palestinos, interrompidas depois do acordo entre a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e o Hamas. O discurso em frente ao muro que separa a Cisjordânia está sendo aguardado com expectativa pelos palestinos.

Na parte antiga de Jerusalém, a visita será breve. No total, ele deverá passar 28 horas na cidade. O papa Francisco chegará a Bélém de helicóptero, sem passar pelo aeroporto de Tel-Aviv, o que pode ter irritado o governo israelense, afirmam analistas. Sua principal missa acontecerá em área autônoma palestina.

A viagem também prevê uma etapa no muro das Lamentações e uma visita ao memorial do Holocausto. O papa encontrará rapidamente o premiê Benjamin Netahnyahu e o presidente Shimon Peres, além do rei Abdallah da Jordânia e o presidente palestino Mahmoud Abbas

O papa Francisco também deverá se encontrar com refugiados síris e palestinos, e à beira do rio Jordão, fará um apelo pelas vítimas da guerra na Síria.
 

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