Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 21/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 21/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 21/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 21/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

No 99º aniversário de genocídio, Armênia exige mais do que pêsames turcos

media Manifestantes armênios protestam em Yerevan, na véspera de aniversário de genocídio. REUTERS/Hayk Baghdasaryan/Photolure

O presidente armênio, Serge Sarkisian, acusou a Turquia de “continuar com a política de negação total” do genocídio de 1915 durante o império otomano, depois que Ancara apresentou pela primeira vez “pêsames” pelo massacre. A Armênia lembra hoje o 99º aniversário da morte em massa de 1,5 milhão de pessoas.

“O genocídio segue existindo enquanto o sucessor da Turquia otomana continuar com sua política de negação total”, afirmou o presidente armênio em um comunicado. “Estamos convencidos de que a negação de um crime constitui sua continuação direta. Apenas o reconhecimento e a condenação podem impedir que este crime se repita no futuro”, completa a nota.

Segundo o presidente, o 100º aniversário do massacre, no ano que vem, seria uma oportunidade para a Turquia demonstrar “arrependimento e libertação desta pesada carga”.

Ontem, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, apresentou as condolências da Turquia “aos netos dos armênios mortos em 1915” nos ataques contra a comunidade sob o império otomano. Esta foi a primeira vez que o chefe de Governo turco falou de maneira tão aberta sobre a tragédia, ocorrida entre 1915 e 1917, nos últimos anos do império otomano.

As mortes são consideradas um genocídio por vários países, mas Erdogan evitou pronunciar essa palavra, que a Turquia sempre negou. “É um dever humano compreender e compartilhar a vontade dos armênios de lembrar seu sofrimento durante esta época”, afirmou o líder, por comunicado. “Desejamos que os armênios que perderam a vida nas circunstâncias do início do século XX descansem em paz e damos os pêsames aos seus netos”, acrescentou.

O genocídio armênio, o primeiro do século 20, começou no dia 24 de abril de 1915. Centenas de milhares de armênios do império otomano foram deportados ou massacrados - 1,5 milhão, segundo os armênios. A maioria perdeu seus bens, que foram confiscados.

Cantor Charles Aznavour diz que pêsames não são desculpas

O famoso cantor franco-armênio Charles Aznavour afirmou, nesta manhã, que as declarações turcas “não representam um reconhecimento e ainda menos um pedido de desculpas” pelo genocídio. O cantor divulgou uma nota a respeito do assunto, na qual diz desejar que “essa declaração seja um primeiro passo para um diálogo”, que é “recusado há 100 anos” para os armênios. Aznavour pediu ainda que a “verdade histórica” sobre os acontecimentos seja estabelecida pelos turcos.

Já o Conselho das Organizações Armênias na França considerou as declarações de Erdogan como “uma operação de comunicação”, para evitar o reconhecimento do genocídio. “Não se apresenta os pêsames 99 anos depois de um genocídio”, avalia o órgão.
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.