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Mundo

Milhares de cristãos são mortos por ano por causa de sua fé

media Mosteiro de Santo Antão, da Igreja Ortodoxa Copta, no Cairo, Egito. Wikimedia Commons

Os cristãos, independentemente de serem católicos, protestantes, evangélicos, anglicanos ou ortodoxos, são cada vez mais alvo de perseguições religiosas. O problema volta a ganhar destaque neste dia de celebração do nascimento de Jesus Cristo, com especialistas denunciando o “silêncio do Natal que reina nos países do ocidente sobre essa perseguição”. Os dados variam muito e vão de nove mil cristãos mortos por ano a até 100 mil mortos.

Os países mais perigosos para a comunidade cristã estão na África, Ásia e Oriente Médio. Segundo o grupo evangélico americano Open Doors, a Coreia do Norte encabeça a lista, seguida pela Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque, Somália, Maldivas, Mali, Irã, Iêmen e Eritreia. A violência contra os cristãos vem crescendo muito na Síria e na Etiópia.

Perseguição global?

Existem 2,3 bilhões de cristãos no mundo de várias igrejas: Anglicana, Católica, Evangélica, Ortodoxa, Protestante, etc... Mas os fiéis são perseguidos sem distinção e milhares morrem todos os anos por causa de sua fé. Algumas fontes falam em nove mil cristãos mortos por ano, isto é, um a cada hora. Já a Open Doors calcula 100 mil mortos por ano, um saldo considerado exagerado pelos especialistas.

Alguns analistas lembram que não existe uma ofensiva global contra os cristãos e que muitas vezes os conflitos são provocados por causas múltiplas e locais. Eles lembram também que em alguns países, como na Republica Centro Africana e no Sudão do Sul, por exemplo, são os cristãos os responsáveis pela violência, na maioria das vezes étnica.

“Ecumenismo de sangue”

O papa Francisco denunciou no início de dezembro essa perseguição indiferenciada e coletiva de cristãos no mundo inteiro. Ele disse que esse “ecumenismo de sangue” deveria aproximar as igrejas concorrentes.

Segundo os especialistas, os cristãos são perseguidos por três razões. A primeira é o radicalismo religioso, principalmente de grupos islâmicos radicais. A segunda é a repressão de governos ditatoriais, como a Coreia do Norte, que consideram que a fé cristã é contra a ideologia no poder. Por último, as perseguições políticas ou por interesses econômicos de criminosos, traficantes ou paramilitares que são prejudicados pela militância social de diversas igrejas.

 

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