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Mundo

Piores enchentes em 14 anos deixam 34 mortos no Vietnã

media Antes de abandonarem suas casas, vietnamitas tentaram protegê-las com sacos de areia. REUTERS/Duc Hien

Pelo menos 34 pessoas morreram e 11 estão desaparecidas após graves enchentes na região central do Vietnã, as mais graves desde 1999, segundo um balanço atualizado divulgado neste domingo. Mais de 100 mil casas foram afetadas e os transportes rodoviário, aéreo e ferroviário estão prejudicados.

A cidade turística de Hoi An e a antiga cidade imperial de Hue, catalogada como patrimônio mundial da Unesco, estão entre as mais afetadas. Centenas de turistas foram retirados do local nos últimos dias.
Na semana passada, 800 mil habitantes também deixaram suas casas antes da passagem, na segunda-feira, do tufão Haiyan, que primeiro devastou o centro das Filipinas e depois atingiu, mais fraco, o norte do Vietnã.

“As chuvas continuam neste domingo nas províncias costeiras de Kuang Ngai e Binh Dinh, as mais atingidas, onde pelo menos 20 pessoas foram mortas nestas que são as mais graves enchentes desde 1999”, declarou Nguyen Quang Trung, diretor do comitê regional de luta contra as catástrofes naturais, com sede na cidade de Danang. Conforme a fonte, os prejuízos materiais no país são estimados em 65 milhões de dólares.

Ajuda nas Filipinas

Enquanto isso, nas Filipinas, as operações de resgate de vítimas e ajuda aos milhares de desabrigados parecem funcionar melhor desde sábado. De acordo com o coordenador de emergências do Programa Mundial Alimentar da ONU, Samir Wanmali, “a ajuda estava demorada no início, mas está melhorando”.

O presidente Benigno Aquino pediu compreensão aos filipinos. “Sejam pacientes. As zonas afetadas são muito vastas”, declarou. “Não percam as esperanças.”

A aceleração da logística para a ajuda humanitária começou com a chegada do porta-aviões americano George Washington, na quinta-feira, com milhares de soldados. Desde então, helicópteros e aviões americanos não param um instante de levar comida, água, medicamentos e tendas para Tocloban, a região mais atingida, mas também para áreas isoladas do país.

Neste domingo, um navio de guerra britânico chegou às Filipinas e um porta-helicópteros é aguardado para até o dia 25 de novembro. O Japão também anunciou o envio de 1,2 mil soldados para participar das operações.

O último balanço de vítimas, divulgado pelo governo filipino, afirma que o tufão provocou 3.681 mortes e deixou 1.186 desaparecidos. Já a ONU diz que a tragédia causou 4,5 mil mortes. Ainda há corpos abandonados nas ruas, o que leva a crer que o balanço final de vítimas deve ser mais elevado.
 

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