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França

Em Paris, chanceler brasileiro diz que acordo UE-Mercosul será fechado “com mais duas reuniões”

media O chanceler Ernesto Araújo durante entrevista na sede da OCDE, em Paris, em 23/05/19. Foto: Lúcia Müzell / RFI Brasil

Apesar de a França ter demonstrado oposição à conclusão do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, em plena campanha para as eleições europeias, o Brasil permanece otimista quanto à possibilidade de fechar o tratado nos próximos meses. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que está em Paris para participar da reunião ministerial da OCDE, afirmou esperar que os pontos sensíveis do acordo possam ser destravados em mais duas reuniões.

“Mais uma reunião técnica e uma ministerial e poderemos avançar decisivamente e, finalmente, concluir esse acordo, que está em negociação há 20 anos”, declarou Araújo, depois de encontrar-se informalmente com a comissária europeia para o Comércio, Cecilia Malmström, nesta quinta-feira (23). A reunião ocorreu à margem dos eventos na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O chanceler destacou que a oposição francesa na parte da agricultura é antiga. Os produtores de carnes são os mais contrários ao acordo, por temerem a entrada no bloco de produtos latinoamericanos a um custo inferior aos praticados na Europa.

“Não acredito que seja uma barreira maior do que já existia, é uma dificuldade que já existia e que temos que contar com ela. Sim, sigo otimista porque há um sentimento de uma janela de oportunidade que existe hoje dos dois lados”, destacou o chanceler.

“Acho que cabe ao conjunto dos países europeus fazer um balanço do valor estratégico do acordo como um todo em função dos eventuais sacrifícios em certas posições. Assim como nós também fazemos esse mesmo balanço no Brasil e no conjunto do Mercosul, entre determinadas preocupações específicas e o valor que acreditamos que é muito grande, que é o valor estratégico do acordo para nossa economia”, avaliou o ministro.

Otimismo de comissária gerou ira de agricultores

Na quarta-feira (22), a comissária Cecilia Malmström havia se pronunciado sobre a expectativa de fechar o acordo comercial antes do final do mandato do atual Executivo europeu, em 31 de outubro de 2019. A declaração gerou insatisfação dos agricultores franceses e levou o Ministério da Agricultura da França a divulgar uma nota para “reafirmar a posição clara e firme” do país, de que “não ratificará nenhum acordo que prejudique os interesses dos agricultores e consumidores franceses, às exigências de qualidade sanitárias dos padrões europeus e aos compromissos ambientais do Acordo de Paris”.

O texto, assinado pelo ministro Didier Guillaume, menciona ainda que o presidente francês, Emmanuel Macron, tratou sobre a questão com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para ressaltar essa posição.

Um integrante da comitiva brasileira indicou que os dois lados correm contra o tempo e o diálogo destravou em pontos sensíveis das negociações, como o comércio de bens industriais, serviços, navegação costeira e o setor automotivo. A agricultura segue a principal área de discórdia, a exemplo da exigência dos europeus de proteger produtos típicos fabricados na Europa, com “apelações de origem controlada”, como os queijos italianos parmesão e gorgonzola ou o conhaque francês.

"É importante mencionar que o caso do Mercosul, e muito especificamente do Brasil, nesses últimos meses temos feito grandes esforços para renovar nossas posições e atualizá-las de uma maneira que permitam a conclusão do acordo”, ressaltou o chanceler Araújo. “Esperamos o mesmo tipo de esforço da parte europeia.”

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