Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/08 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/08 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

França lembra fim do tráfico negreiro e anuncia iniciativas para resgatar história da escravidão

media O Presidente francês Emmanuel Macron discursa na cerimônia, no Jardim de Luxemburgo, no Dia Nacional de Lembrança do Tráfico Negreiro e da Abolição da Escravidão. Paris 10 de Maio de 2019. REUTERS/Philippe Wojazer

Dez de maio é o Dia Nacional de Lembrança do Tráfico Negreiro e da Abolição da Escravidão na França. A data é celebrada no país desde 2006, cinco anos após a adoção de uma lei que reconhece essas práticas como um crime contra a humanidade. Durante cerimônia nesta quarta-feira (10), o presidente Emmanuel Macron anunciou o apoio a várias iniciativas para resgatar a história da escravidão.

A cerimônia foi realizada no Jardim de Luxemburgo, em Paris, diante do monumento às vítimas do tráfico, com a presença do presidente francês. Esta foi a primeira vez que Emmanuel Macron presidiu as celebrações.

“Diante do horror da escravidão”, o presidente francês saldou “a honra da resistência contra o tráfico e a felicidade da emancipação conquistada com a abolição”. Macron ressaltou que “esta não é uma história francesa, mas uma história universal”.

Para resgatar este legado e sua importância, a presidência da República confirmou seu apoio a várias iniciativas: um novo monumento em memória das vítimas que será inaugurado em 2021, no jardim das Tulherias; uma fundação sobre a escravidão, que será instalada na Praça da Concórdia; e ajuda ao financiamento do memorial de Pointe-à-Pitre, na Guadalupe, um dos departamentos franceses que mais recebeu escravos.

Escravidão moderna

Em seu discurso, Emmannuel Macron salientou que “infelizmente, a escravidão não pertence apenas ao nosso passado. Hoje, mais de 20 milhões de homens, mulheres e crianças ainda são submetidos a alguma forma de servidão”.

A escravidão foi oficialmente abolida na França em 1848. Estimações indicam que apenas entre 1676 e 1800 mais de um milhão de africanos foram deportados para as Antilhas francesas. Em 2001, o país adota uma lei reconhecendo o tráfico negreiro e a escravidão como crimes contra a humanidade, a chamada “lei Taubira”, nome da ministra da Justiça na época. Em 2006, o então presidente Jacques Chirac instituiu o 10 de maio, data da adoção da lei como Dia Nacional de Lembrança do Tráfico Negreiro, da Escravidão e da Abolição.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.