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França

Coletes amarelos vão desfilar no 1° de Maio e autoridades temem quebra-quebra na França

media Na resenha da imprensa francesa desta terça-feira a expectativa com os protestos de 1° de Maio. Fotomontagem RFI

Na resenha da imprensa francesa desta terça-feira, 30 de abril, o destaque é para a expectativa com os protestos de 1° de Maio. O governo está sob pressão: "os coletes amarelos" vão desfilar junto com os sindicatos e as autoridades temem um dia de tensão, quebra-quebra e violência, dizem os jornais.

“Coletes vermelhos, amarelos e pretos, o coquetel potencialmente explosivo do 1° de Maio na França”, destaca Libération. Os “vermelhos” são os sindicalistas, os “amarelos” os manifestantes que protestam há mais de cinco meses no país por reivindicações sociais, e os “pretos” os Black Blocs.

O tradicional desfile do Dia do Trabalho em 2019 deve servir para "amplificar as batalhas", esperam as centrais sindicais CGT, FSU e Solidaires, informa o jornal progressista. Apesar de estarem divididas sobre a participação dos coletes amarelos na passeata, elas lançaram, em conjunto com sindicatos de estudantes, um apelo nacional por uma "mobilização unitária".

Para federar, os sindicatos ampliam o máximo possível as palavras de ordem, que vão de uma política fiscal mais justa a uma proteção social de alto nível, passando pelo desenvolvimento dos serviços públicos. Em Paris, a principal acontece da estação Montparnasse até a Praça de Italie, a partir des 14h30.

“Ato final” dos coletes amarelos

Mas o 25° ato dos coletes amarelos, o “ato final”, que o movimento convoca para esta quarta-feira (1°), pode ganhar novos contornos com a convergência de lutas entre os coletes amarelos e os militantes ultra-radicais de esquerda, aponta Libération. Esses movimentos já falam em um “1° de Maio histórico” e os Black Bloc anunciam “um abra alas do desfile do Dia do Trabalho amarelo e preto”.

As autoridades temem, como no ano passado, quando os Black Blocs se infiltraram na passeata sindical, novas cenas de violência, quebra-quebra e degradações nas ruas de Paris, informa o jornal. “Um 1° de Maio sob pressão inédita”, anuncia Les Echos. O diário econômico informa que “mensagens pela violência circulam nas redes sociais” e que alguns desses pedidos propõem transformar Paris em uma "capital da insurreição".

O ministro do interior francês, Christophe Castaner, sabe que o “ultraviolentos, os ultrarradicais de esquerda e também os ultra-amarelos vão participar da passeata com o objetivo de depredar Paris e prepara um dispositivo de segurança adaptado para tentar evitar a violência”, escreve o jornal económico.

Jornada determinante para o governo

Le Figaro diz que os coletes amarelos estão determinados a desfilar nesta quarta-feira como ou sem os sindicatos. No entanto, os militantes mais moderados temem as cenas de violência e uma recuperação do movimento, salienta o jornal. O dispositivo policial para conter os ultrarradicais será "imponente" e a “jornada determinante para o ministro do interior, que esta sob pressão. Se houver muita baderna, a oposição não vai deixar de pedir sua demissão, acredita o jornal conservador.

O 1° de maio 2019 será realmente um teste para o dispositivo de segurança conte os “novos manifestantes” do Dia do Trabalho, ressalta Le Parisien. O diário informa ainda que, os sindicatos temem um fracasso histórico na manifestação desta quarta-feira. Escaldados pelas cenas de violência que marcaram o desfile em Paris no ano passado, muitos militantes vão preferir ficar em casa, fazendo um churrasco e aproveitando o feriado, relata Le Parisien.

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