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França

Incêndio da Notre-Dame impede veneração da coroa de espinhos na Páscoa em Paris

media Há oito séculos coroa de espinhos está na França. Ela é o maior tesouro da Notre-Dame. REUTERS/Philippe Wojazer/File Photo

A coroa de espinhos de Jesus Cristo, uma das relíquias mais sagradas do catolicismo no mundo, foi salva “in extremis” das chamas na Catedral Notre-Dame de Paris, na última segunda-feira (15). A expectativa dos fiéis era grande para venerá-la, como acontecia a cada ano na Sexta-Feira da Paixão, mas por motivos de segurança a arquidiocese de Paris não irá expor o objeto.

A tragédia, que destruiu parcialmente a catedral parisiense, aconteceu na Semana Santa, momento em que a coroa de espinhos é venerada com mais fervor. A exibição da relíquia durante a procissão da Sexta-Feira Santa chegou a ser anunciada. Mas no final da manhã desta sexta-feira (19), a arquidiocese de Paris divulgou um comunicado informando que o objeto sagrado não seria carregado na “Via Sacra”.

A procissão, relembrando a paixão e a morte de Cristo, está mantida e acontece esta tarde nas ruas em torno da Notre-Dame, liderada pelo arcebispo de Paris Michel Aupetit. A expectativa é que uma multidão de católicos e turistas, ainda comovidos com a destruição provocada pelo incêndio, acompanhem a peregrinação.

História da coroa de espinhos

Há oito séculos coroa de espinhos está na França. Ela é o maior tesouro da Notre-Dame. Ela foi comprada em 1239 pelo então rei da França Luis IX, hoje conhecido como São Luis, por uma fortuna. A relíquia da crucificação de Cristo, descoberta no século 4 no Santo Sepulcro de Jerusalém, pertencia ao rei Balduino II de Constantinopla. São Luis pagou o equivalente a metade do orçamento real (135 mil libras turnois) pelo objeto que teria sido usado pelos romanos para coroar o “rei dos judeus”.

A relíquia escapou da violência iconoclasta da Revolução e era desde o século 19 exibida para veneração na Notre-Dame de Paris. A coroa de galhos trançados, unidos por fios de ouro, de 21 cm de diâmetro, protegida por um relicário, era exposta a cada primeira sexta-feira do mês e, claro, durante a Sexta-Feira Santa. Ela não tem mais espinhos, que foram distribuídos por igrejas e santuários de todo o mundo. Um deles estava na escultura do galo que ficava em cima da agulha da Notre-Dame, que ruiu com as chamas. A escultura e os espinhos foram recuperados após o incêndio.

Não há provas científicas de que a coroa seja autêntica. Nenhum teste de carbono 14 foi realizado, mas historiadores dizem que não é impossível que ela seja verdadeira. A Catedral de Notre-Dame de Paris possui ainda outras duas relíquias ligadas à Paixão de Cristo: um pedaço da cruz e um cravo.

O tesouro da Notre-Dame, constituído também de dezenas de obras de arte e objetos litúrgicos, foi salvo heroicamente das chamas pelos bombeiros e hoje as peças estão armazenadas, em segurança, no Museu do Louvre.

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