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França

Diva do mangá, japonesa é segunda mulher a vencer o Festival Internacional de HQ da França

media Rumiko Takahashi é uma das estrelas do mangá japonês e já vendeu mais de 200 milhões de cópias de seus quadrinhos. Reprodução

A criadora japonesa de mangás Rumiko Takahashi tornou-se nesta quarta-feira (23) a segunda mulher a ganhar o prêmio principal do maior festival de quadrinhos da França, em Angoulême, no sudoeste do país. O festival foi aberto nesta quinta-feira (24) com muitas atrações para os fãs de mangá, um dos gêneros mais consumidos pelo mercado francês.

Com 61 anos, Rumiko Takahashi é uma das estrelas do mangá japonês. Ela levou o grande prêmio pelo conjunto de sua obra em Angoulême. Há dois anos, ela foi uma das várias mulheres homenageadas pelo escritor francês Riaad Sattouf, quando o autor do best-seller "Árabe do Futuro" recusou o prêmio do festival e criticou o fracasso de Angoulême em homenagear criadoras mulheres.

Takahashi, que não compareceu para receber o prêmio, é apenas o segundo japonês a vencê-lo, apesar da enorme popularidade do mangá na França. Katushiro Otomo, autor da série "Akira", saiu vencedor em 2015. A França é o maior mercado do mundo para os quadrinhos fora do Japão, e este ano o festival de Angoulême aposta no formato.

200 milhões de cópias vendidas

Os números mais recentes mostram que mais de um em cada três quadrinhos vendidos na França são mangás, com vendas apontando crescimento de 11% em 2018, com vendas de 16 milhões de cópias. A extremamente prolífica Takahashi é uma das autoras mais lidas do mundo, e seus 200 trabalhos venderam mais de 200 milhões de cópias.

Ela é mais conhecida no Ocidente por sua série "Urusei Yatsura", uma comédia de ficção científica; pela comédia romântica "Maison Ikkoku", e pela saga de artes marciais "Ranma 1/2", que ajudou o mangá a se alastrar nos EUA. Seu trabalho mais recente, o volume de 40 "Rin-ne", é sobre uma jovem que pode ver fantasmas.

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