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França

Brigitte Macron promove campanha contra bullying nas escolas

media A primeira-dama da França, Brigitte Macron. REUTERS/Gonzalo Fuentes

A primeira-dama Brigitte Macron participa nesta quinta-feira (8) do Dia Nacional contra o bullying nas escolas, um problema que atinge um a cada dez alunos da França.

É o quarto ano consecutivo que essa jornada acontece, um dia de conscientização para esse problema que preocupa e intriga pais e professores. A data foi criada pelo governo anterior, do presidente François Hollande, e vem sendo seguida pelo governo Macron.

“Eu era professora, então muitas vezes tive alunos perseguidos, mas também outros que faziam bullying. Então é um problema que conheço”, disse Brigitte em entrevista a uma rádio francesa. Ela conta que quando Macron foi eleito, ela recebeu muitos testemunhos e apelos de crianças, adolescentes e pais que sofriam com essa violência. “Por essas razões eu resolvi me empenhar nesse combate”, acrescentou.

Crianças de 6 a 11 anos são mais visadas

Mais de 30% das crianças francesas já foram vítimas de bullying, inclusive a metade das que tem idades entre 7 e 8 anos. As meninas são mais atingidas pelo bullying do que os meninos. Esses números constam de um amplo estudo feito pelo Unicef envolvendo 26 mil crianças e adolescentes na França e Guiana, divulgado nesta quinta-feira.

Cerca de 10% de garotas com idades entre 6 e 18 anos dizem que já sofreram insultos ou perseguição, segundo um estudo. “Elas são vítimas de abuso sexual, principalmente por causa das roupas, a partir da adolescência”, diz Edith Maruéjouls, coautora da pesquisa do Unicef.

Denúncias e embaixadores contra o bullying

O Ministério da Educação coloca em prática uma campanha de comunicação para estimular que estudantes, pais e professores denunciem casos de violências físicas e psicológica nas escolas.

O governo Macron criou um novo dispositivo nas escolas, em que alunos são espécies de embaixadores contra o bullying, e eles mesmos ajudam a identificar as vítimas e os agressores, sendo responsáveis também pela sensibilização dentro das escolas, juntos com os colegas.

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