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França

"Será que François Fillon vai aguentar a pressão?", pergunta Libération

media Capa do jornal Libération desta segunda-feira, 6 de março de 2017. reprodução/Libération

Os principais jornais desta segunda-feira (6) tratam dos esforços e da persistência do candidato da direita à presidência, François Fillon, a permanecer na campanha eleitoral. Cercado por polêmicas, depois da denúncia dos empregos fantasmas da esposa e dos filhos, o republicano jura inocência e se recusa a renunciar, mesmo que esteja na mira da justiça.

"Sem vacilar": essa é a manchete do jornal Libération que chegou às bancas nesta segunda-feira. O diário destaca a resistência do candidato da direita e a manifestação de apoio à sua candidatura, realizada no domingo (5) na praça do Trocadero, em frente à Torre Eiffel.

Depois de uma semana calamitosa, em que o ex-primeiro-ministro presenciou boa parte de seus colegas e até mesmo os responsáveis por sua campanha o abandonar, ele conseguiu reunir cerca de 45 mil pessoas na manifestação, apesar do mau tempo em Paris, observa Libération. A operação de resistência continuou mais tarde, em uma entrevista no canal de televisão France 2, em que o republicano voltou a insistir sobre sua inocência, evocou mais uma vez um complô de seus opositores e da mídia contra sua candidatura e prometeu que vai seguir firme na campanha.

Mas, Libération ressalta, "ele não se salvou". O jornal lembra que uma reunião extraordinária do comitê político do partido Os Republicanos será um novo desafio para Fillon nesta segunda-feira. "Será que ele vai aguentar a pressão?", pergunta o diário.

58% dos franceses jamais votariam em Fillon

Apesar dos esforços, a popularidade do republicano segue em queda livre. Fillon, que já chegou a ocupar o segundo lugar nas intenções de voto para o primeiro turno, a poucos pontos da líder da extrema-direita Marine Le Pen (27%), amarga hoje uma terceira colocação, com cerca de 17% das intenções de voto, atrás do candidato independente Emmanuel Macron (25%) e apenas um ponto à frente do socialista Benoit Hamon (16%).

De acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto Kantar Sofres One Point para o jornal Le Figaro, o candidato da direita perdeu três pontos desde a semana passada, quando, ao saber da possibilidade de ser intimidado pela Justiça francesa para depor, ele realizou uma coletiva de imprensa e prometeu resistir. Para o diretor do instituto de pesquisa, Emmanuel Rivière, a nova queda mostra o desgosto e a desconfiança dos eleitores tradicionais da direita. "58% dos entrevistados indicam que jamais votarão para François Fillon", explica Riviere. "A rejeição é a mais forte entre todos os candidatos", salienta.

Manifestação anti-Fillon

O diário Aujourd'hui en France destaca que, enquanto os partidários do republicano estavam reunidos diante da Torre Eiffel, milhares de manifestantes também entoavam o coro na Praça da República, centro de Paris, no domingo, contra a corrupção e a impunidade dos políticos.

Em um protesto que não levantou bandeiras de partidos ou movimentos, manifestantes exigiram que Fillon renuncie à corrida presidencial. Para os partipantes da mobilização, a permanência do candidato na campanha é um desrespeito à justiça, às instituições e um incentivo ao populismo na França.

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