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França

ONG denuncia abate de vacas em final de gestação por matadouro da França

media Imagem de vídeo denunciando abate de vacas prenhes. AFP PHOTO / L214 ASSOCIATION

A associação L214, que milita pelo bem estar animal e pela abolição do consumo de carne, divulgou na quinta-feira (3) uma nova série de vídeos chocantes para denunciar práticas cruéis de um abatedouro em Limoges, no sudoeste da França, região conhecida pela produção de carne de qualidade. No local, vacas a ponto de dar à luz são sacrificadas e os bezerros, arrancados dos ventres, são jogados com as vísceras.

Reproduzidos inicialmente pelo site do jornal Le Monde, os vídeos vêm provocando muita discussão na França, onde em outras ocasiões denúncias de maus-tratos a animais em matadouros já tinham sido feitas através de filmagens clandestinas.

ONG de Brigitte Bardot repudia prática

A Fundação Brigitte Bardot, que luta pela proteção dos animais, por exemplo, já exprimiu ao ministério da Agricultura seu repúdio por esse novo escândalo, declarou o porta-voz da ONG da atriz francesa, Christophe Marie, à RFI Brasil. “Já faz mais de um ano que as denúncias desse tipo se repetem, o que comprova que há um grande problema nos abatedouros franceses. Já tínhamos denunciado os abates violentos e maus-tratos por parte de empregados. No último mês foi instaurado uma comissão parlamentar de inquérito, da qual participamos, para visitar e fazer audições em matadouros, a fim de tentar entender a razão desses problemas que se repetem”, declarou Marie.

As imagens foram feitas em maio e setembro por um funcionário do abatedouro, revoltado com as práticas adotadas pelo matadouro. O imigrante espanhol Mauricio Garcia-Pereira, 47 anos, entrou em contato com a L214, e juntos se aliaram para lançar o alerta. “A primeira vez que vi um feto, fiquei horrorizado. Eu disse ‘isso não é possível’. Eu via bezerros formados, com pelos, prontos para nascer. E alguns ainda vivos!”, exclamou Garcia-Pereira à RFI.

ONG faz denúncia para estabelecer responsáveis

A associação vegana L214 estima que as imagens provam que vacas prenhes no final da gravidez – que nos bovinos é de aproximadamente nove meses e uma semana – são frequentemente abatidas. “É proibido transportar vacas além de oito meses de gestação”, declarou Brigitte Gothière, porta-voz da associação. Segundo ela, alguns bezerros que aparecem nos vídeos parecem ter “entre oito e nove meses”.

A legislação europeia de fato proíbe o transporte de animais “a partir de 90% do termo da gestação, o que corresponde a oito meses para uma vaca”, atesta uma fonte do ministério da Agricultura ouvido pela RFI, que no entanto não pôde dizer se o abatedouro municipal de Limoges teria infringido a legislação.

A ONG L214, que lançou uma petição para proibir o abate de vacas gestantes “a partir do último trimestre da gravidez”, fez uma denúncia no Tribunal de Limoges para estabelecer uma eventual responsabilidade do abatedouro, do transportador, do criador e dos serviços veterinários. Segundo a associação, 170 mil vacas gestantes são abatidas a cada ano na França.

Consumidores questionam tradições carnívoras

“A França tem uma tradição de gastronomia carnívora, mas nos últimos tempos, a população vem refletindo a respeito”, diz o representante da ONG de Brigitte Bardot. “Temos o costume não só do consumo de vários animais, mas também de práticas bárbaras, com a fabricação do foie gras, em que o ganso ou pato é alimentado à força, tendo como resultado um fígado de tamanho anormal. Felizmente cada vez mais os consumidores questionam os métodos dessas tradições culinárias. Os franceses estão aderindo ao vegetarianismo e os supermercados oferecem cada vez mais alternativas. A França estava muito atrasada nessa área, em relação ao mundo todo, e pelo menos essas denúncias contribuem para conscientizar o público”, afirma Christophe Marie.

Assista ao vídeo das denúncias:

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