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França

França é maior inimigo do Islã, diz um líder dos braços da rede Al Qaeda

media Velas diante da embaixada da França em Hanói, Vietnâ, em 8/1/15, um dia após atentado ao jornal Charlie Hebdo. REUTERS/Kham

Ibrahim al-Rubaish, integrante da liderança da rede Al Qaeda na península arábica (Aqpa), diz que a França tomou o lugar dos Estados Unidos no topo da lista dos países inimigos do islamismo. A declaração foi feita através de uma gravação de áudio divulgada nesta sexta-feira (30), pelo site Youtube. Ele também incentivou ataques contra "infiéis" do ocidente que insultarem o profeta Maomé.

Com o “enfraquecimento” dos Estados Unidos nos últimos anos, “a França substituiu a América” por causa dos ataques constantes ao islamismo, declarou al-Rubaish. A gravação foi difundida no Youtube pelo serviço de comunicação da Aqpa.

O grupo, considerado por Washington como o braço mais ativo e mais perigoso da Al-Qaeda, reivindicou o atentado de 7 de janeiro em Paris contra o jornal satírico Charlie Hebdo. Dois irmãos extremistas mataram 12 pessoas ao invadir a redação da publicação.

Blasfêmia contra o profeta

Um outro responsável da Aqpa declarou, ao reivindicar o atentado, que o grupo agiu sob ordens do chefe da rede Al-Qaeda Ayman al-Zawahiri, a fim de “vingar” o que os extremistas chamam de “blasfêmia contra o profeta Maomé”.

Na mensagem de áudio divulgada hoje, Rubaish também incentivou ataques contra “infiéis” no ocidente que insultarem o profeta, principalmente na França. Ele acrescentou que nenhuma consulta com um superior é necessária.
 

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