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Américas

Maduro rompe relações com o Panamá

media O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na chegada para as comemorações do primeiro aniversário da morte do seu antecessor Hugo Chávez. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Em mais uma ação surpreendente, o governo da Venezuela rompeu ontem as relações políticas e diplomáticas com o Panamá, além de congelar as relações comerciais. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusa o líder panamenho Ricardo Martinelli de conspirar contra ele.

O estopim da crise diplomática foi o pedido de Martinelli por uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a violência durante os protestos antigovernamentais que deixaram 19 mortos na Venezuela. Durante ato de homenagem a um ano da morte do ex-presidente Hugo Chávez, nesta quarta-feira, em Caracas, Maduro chamou o presidente panamenho de "lacaio desprezível" e declarou que não vai aceitar interferência externa.

"Diante da conspiração aberta pelo embaixador do governo panamenho em Washington, no seio da OEA, decidi romper relações políticas e diplomáticas com o atual governo do Panamá e congelar todas as relações comerciais", declarou o presidente venezuelano. "Ninguém pode conspirar impunemente para pedir uma intervenção contra nossa pátria, basta! Conclamo o povo a se unir!", exclamou.

Decisão surpreendente
Via Twitter, Martinelli se disse "surpreso" pela decisão de Caracas. "O Panamá só deseja que este país irmão encontre a paz e fortaleça sua democracia", escreveu. Pouco depois, a presidência panamenha emitiu um comunicado oficial, em que negou as acusações de "ingerência nos assuntos internos da Venezuela" feitas por Maduro.

"Tomamos uma ação pela paz ao promover uma reunião da Organização dos Estados Americanos, com o único fim de contribuir com a aproximação entre os diferentes atores deste país irmão, para fortalecer a democracia e os direitos humanos", diz o texto. "Não entendemos os temores do governo venezuelano".

A nota ainda classifica como "inaceitáveis as ofensas proferidas pelo presidente Nicolás Maduro contra nosso país e sua maior autoridade" e diz que a "linguagem chula utilizada é imprópria para o presidente de um país irmão".

Sonho de Bolívar
O Panamá pede ainda que o rompimento não se constitua numa "cortina de fumaça" para a "negar a realidade" da crise que a Venezuela atravessa e conclama "todos os setores da sociedade venezuelana" a iniciar um diálogo de paz.

"Independentemente de qualquer circunstância, consideramos que o fundamental é manter o diálogo, a fraternidade e irmandade de nossos povos, mesmo objetivo que uma vez foi o sonho de Bolívar; ideais que o Governo Venezuelano diz compartilhar", termina o texto.

Esta ruptura deve agravar ainda mais a crise econômica na Venezuela, que realiza parte de suas importações por meio das zonas francas do Panamá. Uma interrupção do comércio poderia agravar o desabastecimento do país de 29 milhões de pessoas.
 

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