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África

Clima de precariedade na República Centro-Africana

media O Presidente Djotodia não participou na Cimeira da CEEAC tendo sido representado pelo seu Primeiro-Ministro REUTERS/Alain Amontchi

Esta quinta-feira, na capital do Chade, durante uma nova cimeira extraordinária dos Chefes de Estado da Comunidade dos Estados da África Central (CEEAC) sobre a República Centro-Africana foi estabelecido que 2000 homens da força regional deveriam ser enviados para esse país no intuito de pôr fim ao caos que lá prevalece um mês após a queda do regime de François Bozizé e a chegada dos rebeldes Seleka ao poder.

Apesar de uma anterior cimeira da CEEAC ter dado os contornos de uma possível transição, impondo ao actual dono do poder em Bangui, Michel Djotodia, uma transição de um prazo máximo de 18 meses e a organização de eleições, o quotidiano da população permanece problemático.

Durante uma reunião esta quinta-feira em Bangui com dirigentes sindicais, o Presidente Djotodia antecipou grandes dificuldades económicas para o país, referindo que "os cofres do Estado estão vazios". Mas para além destas perspectivas já pouco auspiciosas, o dia-a-dia dos habitantes da República Centro-Africana permanece violento. As pilhagens continuam e os confrontos entre a população, combatentes Seleka e milícias fiéis a François Bozizé instalaram um clima de anarquia, cerca de 20 pessoas tendo morrido só no passado fim-de-semana.

Na terça-feira, Michel Djotodia anunciou reforços no dispositivo de segurança e o aquartelamento dos combatentes Seleka de modo a evitar conflitos. Mas estas medidas não têm sido suficientes para estancar a violência, alguns observadores temendo até "uma guerra civil".

Em entrevista à RFI, Hélia Gomes, missionária Portuguesa no distrito de Mbaiki no sul do país, descreve uma atmosfera de tensão e, dado o isolamento da zona onde se encontra, refere que começa a existir dificuldades de abastecimento.

Hélia Gomes, missionária Portuguesa na RCA 18/04/2013 Ouvir

Ao mostrar-se céptica quanto às possibilidades do país recuperar facilmente desta crise, a missionária também refere que a população se sente descontente com os posicionamentos que têm sido assumidos a nível internacional.

Hélia Gomes, missionária Portuguesa na RCA 18/04/2013 Ouvir

 
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