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Mundo

Esposa do premiê de Israel admite ter usado dinheiro público para pagar refeições de luxo

media Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em um tribunal de Jerusalém neste domingo (16). Debbie Hill/REUTERS

Em Israel, Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, foi considerada culpada pela Justiça israelense neste domingo (16) por uso ilegal de dinheiro público. Inicialmente indiciada por fraude e abuso de confiança, em 2018, ela conseguiu fechar um acordo em troca da redução de sua pena, após assumir ter gasto milhares de shekels em refeições de luxo.

Segundo a acusação, Sara Netanyahu, de 60 anos, encomendou centenas de refeições de luxo para si própria, membros de sua família e convidados, entre 2010 e 2013. Gastos de 360 mil shekels (cerca de US$ 100 mil) foram pagos exclusivamente com dinheiro público sob a alegação de que não havia cozinheiro na residência oficial do primeiro-ministro.

Ao longo do julgamento, Sara Netanyahu negou ter cometido qualquer ato repreensível. No entanto, admitiu ter utilizado indevidamente 175 mil shekels (cerca de US$ 49 mil). Desta forma, obteve uma redução de sua pena e terá que pagar uma multa de 10 mil shekels (US$ 2,8 mil), além da obrigação reembolsar 45 mil shekels (US$ 13 mil) ao Estado.

Com o acordo, a defesa também conseguiu cancelar a acusação de fraude contra Sara Netanyahu, a mais grave delas. Ela foi substituída pela acusação de benefício de um erro cometido por uma terceira pessoa.

Gastos excessivos

Essa não é a primeira vez que a esposa do primeiro-ministro israelense se envolve em casos de gastos excessivos, além de comportamento ofensivo. Em 2016, um tribunal israelense condenou Sara Netanyahu a indenizar um ex-mordomo por maus-tratos. Ela também é acusada de assédio moral por uma ex-empregada doméstica, Shira Raban - caso que começou a ser julgado na semana passada.

Já Benjamin Netanyahu responde, a partir de outubro, acusações de corrupção, fraude e abuso de confiança em três diferentes casos.

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