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Mundo

Irã rejeita novo acordo nuclear proposto por Macron a Trump

media O presidente iraniano, Hassan Rohani. ADEM ALTAN / AFP

O presidente do Irã, Hassan Rohani, contesta a legitimidade de um possível novo acordo nuclear com o Irã, em resposta aos comentários feitos na terça-feira (24) por seus colegas francês e americano. Sem citar nomes, o líder iraniano acusou implicitamente os Estados Unidos e a França de quererem decidir entre dois países um acordo que foi firmado entre sete nações.

Durante um discurso em Tabriz, no norte de Irã, Rohani reagiu nesta quarta-feira (25) à proposta apresentada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, ao americano Donald Trump. O presidente iraniano qualificou Trump de "comerciante", incapaz de negociar tratados internacionais.

Em entrevista coletiva conjunta realizada ontem na Casa Branca, depois de uma reunião a portas fechadas com Trump, Macron relatou ter proposto "trabalhar ao lado de todos os parceiros da região sobre um novo acordo nuclear [com o Irã], baseado em quatro fundamentos".

Macron defendeu a preservação dos avanços alcançados no primeiro acordo, assinado em julho de 2015, que Trump "quer suprimir por considerar insuficiente", destacou. O novo texto, na visão do chefe de Estado francês, deve "tratar de aspectos do programa nuclear depois de 2025, abordar a atividade balística do Irã e conter a influência regional de Teerã, em particular no Iraque, na Síria, no Iêmen e no Líbano".

Depois de qualificar o pacto atual de "desastroso", um texto que "nunca deveria ter sido assinado", Trump pareceu animado com a ideia de um "novo acordo, com fundamentos sólidos". Segundo o republicano, os termos em vigor, assinados durante a gestão de Barack Obama, posssuem "fundamentos em decomposição". Para a França, o tratado permite, entre outras conquistas, controlar a atividade de enriquecimento de urânio dos iranianos e a produção da bomba nuclear.

Trump tem até 12 de maio para emitir uma posição oficial da Casa Branca sobre o cumprimento ou não do Irã dos compromissos assumidos no acordo de 2015.

Outras reações

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, insistiu nesta terça-feira que o acordo deve ser mantido. "Sobre o que pode acontecer no futuro, veremos no futuro. Mas há um acordo que existe, que está funcionando e precisa ser preservado", disse Mogherini.

A Rússia, aliada do Irã no conflito sírio, demonstrou ceticismo em relação a novas negociações. "Sabemos que o acordo nuclear foi um trabalho meticuloso de um certo número de países. Reiniciar esse trabalho é possível? Esta é a questão", declarou hoje Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.

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