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França

Governo francês está na "corda bamba" devido escândalo à envolvendo ex-segurança de Macron

media Na imprensa, o destaque é para o escândalo revelado pelo jornal Le Monde, sobre o funcionário da segurança do presidente Emmanuel Macron - Alexandre Benalla -, que se vestiu de policial e agrediu manifestantes durante os protestos do 1° de Maio em Paris. Fotomontagem RFI

O caso de Alexandre Benalla, funcionário do Palácio do Eliseu, e próximo do presidente Emmanuel Macron, que se vestiu de policial e agrediu manifestantes durante os protestos do 1° de Maio em Paris, ocupa as capas dos principais jornais franceses desta sexta-feira (20). A imprensa questiona a falta de resposta do governo francês ao escândalo.

"Macron e o caso Benalla: atenção ao gorila" é a manchete de capa do jornal Libération, que mostra, em uma foto de página inteira, o presidente francês ao lado do agente que fazia parte do dispositivo de segurança do Palácio do Eliseu e chegou a ser guarda-costas do presidente. Para o diário, o governo francês "está na corda bamba" com o escândalo, que fragiliza principalmente Macron.

Benalla, de 26 anos, foi identificado pelo jornal Le Monde em uma gravação em que parece vestido de policial espancando um manifestante caído durante os protestos do Dia do Trabalhador em Paris. Segundo Libé, mesmo que o presidente tenha sido informado do caso, Benalla foi primeiramente afastado 15 dias de suas funções e o Palácio do Eliseu não chegou nem mesmo a notificar a Justiça. Com a pressão, a presidência voltou atrás, e decidiu demitir o funcionário.

O jornal destaca que por conta própria, o Ministério Público de Paris abriu uma investigação por violências de autoria de pessoa encarregada de serviço público. Só depois o Ministério do Interior resolveu se envolver e abrir uma investigação administrativa. Ontem à noite, na Assembleia francesa, uma comissão de leis decidiu seguir o mesmo caminho. 

Uma tempestade no Eliseu

"Caso do falso policial: Eliseu na tempestade" é a manchete do jornal Le Figaro. O diário lembra que o presidente francês, impassível, se recusou até o momento a comentar o escândalo. Já para o primeiro-ministro Edouard Philippe, "o caso está agora nas mãos da justiça e está ótimo assim". 

Le Figaro destaca que, na oposição, a reprovação desta atitude é unânime: os deputados exigem que o presidente francês se exprima, tornando a situação ainda mais embaraçosa. Em editorial, o diário ressalta que, apesar de parecer que o governo foi pego de surpresa, todos estavam a par do caso desde o dia 2 de maio, quando se tomou a decisão de afastar o "falso policial". "Sem as revelações do Le Monde, o escândalo não teria vindo à tona, com o governo aplicando aquele velho princípio do que não foi visto, não aconteceu", reitera o editorialista.

O jornal Aujourd'hui en France revela o perfil do agente de segurança Alexandre Benalla, formado em Direito, praticante de boxe, descrito por conhecidos como impulsivo e ambicioso, sempre querendo aparecer ao lado de personalidades. Segundo o diário, ele teria pedido ao Palácio do Eliseu para observar as operações de segurança dos protestos do 1° de Maio. Mas, como reconheceu o próprio ministro do Interior, Gerard Collomb, Benalla não tinha o direito, nem a legitimidade para se vestir de policial, muito menos de participar das ações da polícia. 

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