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Américas

Saiba quem é Ted Cruz, o rival que bateu Trump na primária

media O pré-candidato republicano Ted Cruz em comício no Iowa, em 31 de janeiro de 2016. Reuters

O bilionário republicano Donald Trump sofreu um revés ao terminar em segundo lugar, atrás de Ted Cruz, na primeira etapa das primárias presidenciais americanas, realizadas nessa segunda-feira (1) em Iowa. A equipe de campanha de Hillary Clinton reivindicou uma vitória extremamente apertada contra o seu rival "socialista democrata" Bernie Sanders.

O grande vencedor da noite foi o republicano e senador do Texas Ted Cruz, que obteve 27,7% dos votos e ficou mais de 3 pontos à frente de Donald Trump (24,3%). O senador da Flórida Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, superou as previsões, conquistando 23,1% dos votos. Jeb Bush aparece apenas em quinto, com 2,8% dos votos.

Cruz é odiado pelos colegas no Congresso

Ted Cruz tem péssima fama entre seus colegas no Congresso. Aos 45 anos, filho de pai cubano e mãe americana de origem ítalo-irlandesa, ele é próximo do Tea Party, mas nem por isso obteve o apoio da ícone do movimento ultraconservador, Sarah Palin, que declarou estar ao lado de Trump na corrida presidencial.

O senador foi um dos principais opositores à reforma da saúde lançada pelo presidente Barack Obama em 2013. Além dos discursos inflamados contra o Obamacare, Cruz liderou o processo de obstrução à votação do orçamento no Congresso, obrigando o governo a fechar parques nacionais, bibliotecas e outros órgãos federais durante várias semanas por falta de verbas (fenômeno que ficou conhecido como "shutdown"). Essa operação deu a Cruz projeção nacional, mas também uniu contra ele os democratas e a maioria dos republicanos.

Antiprogressista convicto

No plano político, o senador encarna a ala mais à direita do Partido Republicano. Ele é contra o aborto, contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, contra programas sociais, contra qualquer tipo de controle de armas de fogo e contra a legalização de imigrantes em qualquer circunstância.

Para a campanha, ele convocou o apoio dos filhos, que aparecem nas peças publicitárias, além de gravar propagandas com mensagem subliminar. Em uma delas, Cruz frita um bacon no cano de seu fusil enquanto exercita suas habilidades de exímio atirador em um estande, para demonstrar o apego dos texanos com as armas de fogo. Recado aos muçulmanos, que não comem carne de porco? 

Adepto de uma provocação, Cruz é considerado menos vulgar do que Trump. E como é ultracrente, faz enorme sucesso entre os evangélicos. Sua vitória no Iowa, aliás, é atribuída à base evangélica desse estado. Após a vitória, ninguém estranhou quando ele agradeceu a Deus pelo sucesso.

Esta primeira etapa das primárias no Iowa era essencialmente simbólica, porque o número de delegados envolvidos é insignificante, apenas 1% do total para a indicação partidária. Mas foi a primeira vez que Trump tentou materializar nas urnas os resultados excepcionais registrados nas últimas pesquisas. E quem levou a melhor foi Ted Cruz.

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