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Paulista alegra pacientes como doutor da alegria em Israel

Paulista alegra pacientes como doutor da alegria em Israel
 
O brasileiro Joel Wolff vestido como doutor da alegria em sua casa, em Israel Daniela Kresch

O empresário paulista Joel Wolff, de 54 anos, buscava uma maneira de se engajar em algum projeto voluntário em Israel, quando viu um anúncio na traseira de um ônibus. Era a propaganda de um curso de “doutores da alegria”, palhaços voluntários que se dedicam a alegrar pacientes em hospitais.

Wolff, que chegou em Israel há dez anos com a mulher e os cinco filhos, não hesitou em se inscrever no curso de seis meses. Há pouco mais de um ano, ele veste um jaleco colorido uma vez por semana para alegrar pacientes no Hospital Laniado, na cidade costeira de Natânia (ao Norte de Tel Aviv).

No hospital, ele tenta colocar um sorriso na boca de pessoas que estão passando por tratamentos médicos. E não são apenas crianças: “Tenho crianças lá de 80 anos, de 5 anos, 6 anos. Quer dizer, eu tenho crianças de todas as idades. Eu sou o tipo da pessoa que sai de casa fantasiado e, se puder alegrar um cara aqui da esquina, eu estou fazendo bem”, diz Joel Wolff.

“Converso no hospital com todo mundo, com os guardas na entrada, com o cara da cafeteria... Quer dizer, eu brinco com todo mundo. A criança te dá uma resposta melhor, mas o adulto... Quando ele está satisfeito, você sente que conseguiu um pouco mais. A criança, só de ver um nariz vermelho já ri. O adulto, você tem que fazer uma coisa a mais para ele rir”, explica o doutor da alegria.

O empresário queria ser mesmo veterinário, mas deixou de lado o sonho para ajudar nos negócios da família. Só agora, com a empresa encaminhada, ele acha tempo para fazer o que lhe dá prazer: ajudar o próximo.

Ser brasileiro é um trunfo

O fato de ser brasileiro é, para ele, um trunfo. Mas sua alegria desde que era pequeno é o fator mais determinante: “Eu sempre fui um cara alegre, um cara contente, digamos assim, o palhaço no meio do pessoal. Acho que o brasileiro é um povo super carismático. Tem um pouco disso. Mas também eu acho que tem um pouco de genética. Não posso falar que é exatamente por ser brasileiro. É uma coisa que vem, que a gente nasce com isso. A pessoa pode trabalhar para ter isso, mas acho que quando nasce é mais fácil”.

Além de fazer balões, contar piadas, brincar com bonecos, jogar cartas e fazer mágica, o brasileiro disse ter aprendido, no curso de doutor da alegria e com a experiência como palhaço de hospital, a respeitar os desejos dos pacientes.

Ele entendeu que nem sempre as pessoas em tratamento querem ou estão preparadas para sorrir. Mas Joel garante que seu trabalho voluntário é respeitado e querido pelos médicos.

“Eu vejo que dá resultado”, afirma Wolff. “Às vezes, os médicos chamam. A criança não quer tomar remédio, não quer comer alguma coisa. Aí pedem ajuda do doutor da alegria para estar junto. E você vê resultado, vê que a criança tem um pouquinho daquela liberdade, se soltou um pouquinho no hospital, num lugar que é tão pesado”.

"Agrado a um anjo"

Joel não usa seu carisma com crianças apenas em hospitais. No último conflito entre israelenses e palestinos na fronteira Sul do país, ele decidiu tentar alegrar famílias que fugiam de bombardeios na fronteira com a Faixa de Gaza.

Fora o trabalho voluntário no hospital, ele também se dedica a outras iniciativas para ajudar o próximo. Como fotógrafo amador, ele recentemente doou a arrecadação de uma exposição de fotos que fez em Nova York a uma instituição de crianças carentes de Israel.

E, há alguns meses, passou a convidar casais para irem a sua casa preparar comida para distribuir, no dia seguinte, a quem precisa. A iniciativa começou em 2015, depois que presenciou um atentado terrorista perto de sua residência, na cidade de Raanana.

Ele decidiu fazer um agrado às forças de segurança em serviço na ocasião: cozinhou 80 pratinhos de lasanha e saiu distribuindo para policiais, bombeiros, equipes de ambulâncias, guardas civis e soldados.

“Quando a gente viu como o pessoal recebia isso, como gostava do carinho, da atenção, decidi abrir um projeto, o ‘Pinuk La-Malach’ (Agrado a um anjo). Casais veem, cozinham e, no dia seguinte, distribuem. A recepção é muito gostosa”, afirma o brasileiro.

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