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Mundo

Hipótese de atentado no voo da EgyptAir é privilegiada, dizem jornais

media Capa do jornal francês Le Figaro desta sexta-feira.

A queda do avião da EgyptAir no trajeto entre Paris e Cairo é manchete de toda imprensa francesa desta sexta-feira (20). Os jornais repercutem as especulações e analisam as principais hipóteses evocadas.

A pista é de um atentado, diz em sua manchete Le Figaro, em referência às declarações das autoridades egípcias, que em suas primeiras reações destacam essa tese. Mas até ontem à noite, nenhuma hipótese era descartada, acrescenta o jornal. Depois de várias horas de prudência e questionamentos sobre o  desaparecimento do voo MS804, o ministro egípcio da Aviação Civil, Chérif Fathi, declarou que a possibilidade de um ataque terrorista “era bem mais elevada do que a de um acidente por falha técnica”.

Especialistas em aviação consultados por Le Figaro indicam que as circunstâncias da queda, brutal e rápida, caracterizariam um "ato malicioso". O jornal informa que a Airbus, construtora do avião, quer esclarecer rapidamente as causas do acidente com o A320, um de seus modelos mais importantes e com apenas 6.700 exemplares circulando pelo mundo. Nenhuma informação ainda sugere falha técnica do aparelho, diz a reportagem.

Terrorismo de volta?

Les Echos afirma que a tragédia do voo da EgyptAir traz de volta o temor de um ato terrorista e lembra o acidente, em outubro de 2015, com um voo charter repleto de turistas russos que partiu do balneário de Charm el Cheik e caiu, provavelmente por um artefato explosivo.

Apesar das autoridades egípcias considerarem a hipótese de atentado terrorista a "mais provável", as investigações devem ser longas e difíceis, prevê o diário francês. A queda do Airbus A 320 acontece no momento em que a França e o Egito reforçam a cooperação militar e a luta contra o terrorismo islâmico.

 Libération diz que o acidente provoca muitas dúvidas, rumores e perguntas ainda sem respostas. Se for um acidente ou atentado, foi provocado por quem? E para quê?

O jornal afirma que as opiniões dos especialistas convergem: tudo indica que houve uma explosão a bordo do avião que transportava 66 pessoas. Libération também analisa uma série de hipóteses evocadas, como a de um tiro de míssil pelo grupo Estado Islâmico. Impossível, segundo um expert ouvido pelo jornal porque os ultrarradicais não têm capacidade para atingir um alvo tão distante.

A hipótese de que uma bomba tenha sido colocada no avião no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, durante uma escala não é descartada. No entanto, o jornal lembra que antes de decolar para destinos considerados sensíveis, como o Egito, as inspeções em um avião são rigorosas.

Libération também diz que o acidente vai ter um impacto ainda mais negativo para o turismo egípcio, que sofre com a queda verificada no fluxo de muitos turistas que estão evitando a região.

Le Parisien traz um perfil de algumas das 15 vítimas francesas ou que viviam no país. Entre elas Pierre e o filho Quentin, que faziam regularmente viagens juntos depois da morte da esposa e da mãe. Outra vítima foi o egípcio Ahmed Helal, chefe da empresa Procter e Gamble em Amiens. Funcionários da empresa ficaram chocados com a perda.

Amigos e familiares de Kharim Swellam, empresário de 33 anos que viajava com sua companheira para um casamento no Egito, também ficaram consternados com sua morte trágica. “Vidas interrompidas pelo voo da EgyptAir”, escreveu Le Parisien.
 

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