Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 18/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 18/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 17/10 15h00 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 14/10 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 14/10 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

MenEngage: “É impossível discutir emancipação da mulher na África sem falar da poligamia masculina”

MenEngage: “É impossível discutir emancipação da mulher na África sem falar da poligamia masculina”
 
Júlio Langa é um dos organizadores do MenEngage África em Moçambique RFI/Miguel Martins

O mundo foi sacudido nos últimos meses por uma série de manifestações sobre a igualdade de gênero, um fenômeno que ganhou força com o movimento #MeToo e ecoou em vários países. Mas como esse assunto reflete no continente africano? Esse é um dos inúmeros temas debatidos na 2ª edição do MenEngage África, simpósio que acontece em Moçambique entre os dias 23 e 27 de abril, e que tem como objetivo principal falar dos modelos de masculinidade.

Além do assédio sexual, a distribuição das tarefas do lar, violência doméstica e homofobia são algumas das questões discutidas durante esses cinco dias em Maputo por pesquisadores, associações e outros representantes da sociedade civil. “Trata-se de um desafio global, mas no continente africano os estereótipos de masculinidade têm afetado muito fortemente a vida das pessoas, não apenas no dia-a-dia dos casais e das famílias, mas também no nível dos Estados africanos”, comenta Júlio Langa, coordenador nacional da rede HOPEM - Homens pela Mudança, um dos organizadores do evento. Segundo ele, até mesmo alguns responsáveis de instituições públicas “ainda têm uma concepção muito fechada do que deve ser um homem” na sociedade contemporânea.

Langa chama a atenção para o papel do Estado pois além dos aspectos que podem ser vistos como clichês quase universais, como saber quem é responsável pela limpeza da casa ou a educação dos filhos, os estereótipos de masculinidade exacerbada presentes na África podem ter um impacto negativo na saúde pública. Seja pela banalização da violência doméstica, pela transformação do sequestro e o estupro de mulheres e meninas em arma de guerra, ou ainda a resistência ao uso do preservativo masculino, que contribui para a propagação de doenças sexualmente transmissíveis na região.

Luta feminista liderada por homens

Além disso, vários países africanos autorizam, ou pelo menos toleram, a poligamia masculina. “Esse tema faz parte dos debates de alguns painéis. Não é possível a gente discutir igualdade de direitos, emancipação das mulheres, e transformação de masculinidade sem passarmos pela questão da poligamia”, conta Langa, ressaltando que o tema será tratado de forma transversal nos painéis do simpósio, sediado pela Universidade Eduardo Mondlane.

Ao contrário da maioria das manifestações pela igualdade de gêneros, que geralmente são organizadas ou encabeçadas por movimentos feministas, o simpósio MenEngage Africa tem o papel do homem na sociedade como elemento central. Mas para Langa, esse aspecto não foi um obstáculo ou fonte de polêmica. “Temos apoio das organizações feministas e alguns dos painéis que estão no programa do simpósio vão abordar a questão do feminismo”, comenta. “Apoiar a agenda feminista é uma de nossas prioridades”, finaliza.

Ouça a entrevista completa clicando na foto acima.


Sobre o mesmo assunto

  • RFI CONVIDA

    "Feminismo é um projeto nacional de sociedade”, diz filósofa Djamila Ribeiro

    Saiba mais

  • Economia

    Empresas não podem mais escapar à “moda” do feminismo

    Saiba mais

  • Linha Direta

    Denúncias de abusos sexuais chegam à Academia Sueca

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.