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França

Movimento dos "coletes amarelos" perde força, diz Libération

media Reprodução da matéria publicada no jornal Libération nesta sexta-feira (14). Reprodução/Libération

Com a captura do suposto autor do atentado de Estrasburgo, a imprensa francesa volta a se concentrar na crise interna. Os principais jornais desta sexta-feira (14) tratam da sequência do movimento dos "coletes amarelos". 

"Irei ou não?" é a chamada de capa do jornal Libération, que faz menção às manifestações previstas para este sábado. Diante da busca pelo atirador de Estrasburgo nos últimos dias, o governo francês pediu aos "coletes amarelos" que não realizassem o quinto fim de semana de protestos. Mas o movimento, que tem uma liderança difusa, não chegou a um acordo comum sobre a questão.

O jornal Libération enviou repórteres a várias regiões da França, constatando que, em alguns locais, os militantes estão prontos para um novo sábado (15) de manifestações. Em outros, os "coletes amarelos" preferem fazer uma pausa no movimento neste fim de ano e continuar a mobilização em 2019. 

Em editorial, o diário diz que apoiou os "coletes amarelos" desde o início, mas "é preciso saber colocar um fim em um movimento de protesto antes que ele degenere". Para Libé, as reivindicações sociais e salariais dos militantes são legítimas, mas "as manifestações de sábado, que se tornaram um ritual em Paris e em algumas cidades da França, passaram a servir apenas aos extremistas e aos vândalos". Além disso, "um terceiro sábado de baderna e fúria pode levar a opinião pública a virar as costas aos 'coletes amarelos'", reitera.

Um desafio político e pessoal para Macron

"No Eliseu, os bastidores de uma crise" é uma das manchetes do jornal Le Parisien desta sexta-feira. A reportagem do diário detalha toda a movimentação de Emmanuel Macron para tentar acalmar a crise no país. "Durante os dias em que seu mandato foi contestado nas ruas, o presidente escutou críticas, refletiu, tentou ser discreto. Um desafio político e pessoal", escreve o jornal. 

Le Parisien revela que Macron conversou com diversas personalidades nesses últimos dias. Entre eles, representantes dos coletes amarelos, o ex-presidente Nicolas Sarkozy, o líder da Assembleia Francesa, Richard Ferrand e o líder do Maio de 68, Daniel Cohn-Bendit. Mas, segundo o diário, foi sozinho que ele escreveu o texto de seu discurso de segunda-feira. "Sua esposa Brigitte, cuja opinião é preciosa para Macron, foi uma das raras pessoas a ter lido o documento antes de ele ser pronunciado em cadeia nacional de rádio e tv", completa Le Parisien

Já o jornal La Croix, que entrevistou uma série de especialistas durante essa semana sobre a mobilização dos coletes amarelos, aborda hoje a revolta que o movimento concentra na figura de Macron. Na última entrevista da série, o historiador francês Marc Ferro considera que Macron não foi uma opção do povo francês. Segundo ele, o presidente foi eleito devido à rejeição aos antigos líderes e para evitar que a extrema direita, na figura de Marine Le Pen, chegasse ao poder. 

Entretanto, para Ferro, o chefe de Estado pecou ao favorecer os mais ricos acreditando que essa preferência traria benefícios aos mais pobres. "Emmanuel Macron, com uma formação de direita, tentou trabalhar com ideais da esquerda" - uma estratégia que não deu certo, diz o historiador. Por isso, segundo ele, a acusação dos 'coletes amarelos', de que o presidente governa para os ricos não é falsa. 

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