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União Europeia adia Brexit para 31 de outubro, data da festa de Halloween

União Europeia adia Brexit para 31 de outubro, data da festa de Halloween
 
A primeira-ministra britânica, Theresa May, durante coletiva após cúpula extraordinária dos líderes da União Europea para discutir novo adiamento do Brexit. REUTERS/Susana Vera

O prazo do Brexit foi adiado novamente. Após horas de negociações tensas em Bruxelas, os líderes europeus concordaram em fixar a extensão da saída do Reino Unido da União Europeia para 31 de outubro, com a opção de sair mais cedo, em junho, caso o Parlamento britânico resolva o impasse até lá.

Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas

Com o adiamento por seis meses, o cenário de uma saída abrupta dos britânicos do bloco europeu fica afastado, pelo menos por enquanto. “Por favor, não desperdicem este tempo”, apelou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que defendia uma extensão de até um ano para o Brexit. O divórcio, previsto inicialmente para o dia 29 de março, deveria ocorrer nessa sexta-feira (12).

A França queria uma maior pressão sobre os britânicos. O presidente francês, Emmanuel Macron, temia que, com um prazo ainda maior, o Reino Unido pudesse prejudicar os projetos do bloco.

Esta é a segunda prorrogação do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que trata das condições para que um estado membro deixe a União Europeia. Ironicamente, a nova data coincide com a comemoração da festa de Hallowwen, o dia das bruxas  tradição preferida das crianças britânicas e pouco antes da posse da futura Comissão Europeia.

Para a primeira-ministra britânica, Theresa May, a data limite para a prorrogação do Brexit seria 30 de junho. A líder conservadora deixou bem claro que não iria aceitar nenhuma extensão além deste prazo. Antes de deixar o Conselho Europeu, May disse que o “Reino Unido ainda pode deixar o bloco em 22 de maio e não participar das eleições europeias”, caso obtenha o sinal verde de Westminster. Mas o governo de May e o Parlamento britânico continuam não se entendendo. O acordo do Brexit negociado com a União Europeia foi rejeitado por três vezes. Em Bruxelas poucos acreditam que a situação possa mudar.

A cada vez mais, o futuro político de Theresa May parece estar por um fio. A prorrogação do Brexit mais longa do que May queria aumenta a chance do Reino Unido ter um novo primeiro-ministro e que o impasse possa ser finalmente resolvido.

Situação rocambolesca: britânicos vão eleger eurodeputados

Três anos depois de ter votado a saída da UE, os britânicos serão obrigados a participar das eleições para o Parlamento Europeu por causa do segundo adiamento do Brexit. Esta não era a intenção original da premiê britânica. Porém, esta semana, Theresa May solicitou a extensão do prazo do Brexit para 30 de junho. Mesmo assim, na carta enviada ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ela explicou que não seria do interesse de seu país, nem de Bruxelas, que os britânicos participem do pleito.

A situação é, no entanto, rocambolesca. Um país integrante do bloco, mesmo tendo a saída planejada, precisa estar representado no Parlamento Europeu. Por isso, o Reino Unido vai às urnas no dia 23 de maio para eleger 73 eurodeputados, que assumirão seus mandatos provisoriamente. Eles terão que abandonar os cargos quando os britânicos deixarem o bloco europeu.

Merkel e Macron defenderam posições diferentes

No início das negociações em Bruxelas, Alemanha e França se opuseram sobre o período de extensão e as condições que a União Europeia deveria impor ao Brexit. Para a chanceler alemã, Angela Merkel, um curto adiamento até 30 de junho não daria chance para encerrar o impasse em Westminster. A Alemanha defendeu o adiamento até 31 de dezembro. Esta semana, Merkel afirmou que a extensão do prazo deveria ser a mais curta possível, mas ainda assim permitir que as coisas se acalmem.

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, queria que o Reino Unido deixasse o bloco antes das eleições europeias. Segundo Macron, um prazo mais longo só seria justificado com medidas que assegurem que Londres não irá abusar do seu poder de veto nas decisões do bloco. A França não quer que os britânicos interfiram na tomada de decisões da União Europeia, como por exemplo, nas negociações do próximo orçamento e na eleição do futuro presidente da Comissão Europeia.


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