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Brasileiros lutam para preservar o português na Alemanha

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Brasileiros lutam para preservar o português na Alemanha
 
Aula do Batucantando, com a jornalista e arte-educadora paulistana Christina Litran (à esquerda). Cristiane Ramalho

Quem mora no exterior sabe: ensinar português aos filhos é sempre uma tarefa complexa. Na escola, eles estão imersos em outro idioma. Em casa, muitas vezes há resistência do parceiro – ou parceira. Resultado: muitos crescem sem dominar a língua. Para ajudar pais e filhos nessa batalha, um grupo de brasileiros criou a Bilingua, uma ONG que hoje envolve 70 famílias na capital alemã.

Cristiane Ramalho, correspondente em Berlim

O quartel-general da Bilingua – que já completou uma década – fica num prédio com salas amplas e bem iluminadas, no bairro de Schöneberg, em Berlim. Além das aulas de português, há cursos de leitura de histórias, capoeira e música para seduzir a criançada.

No curso do Batucantando, por exemplo, os educadores resgatam cantigas de roda e canções folclóricas, e apresentam instrumentos típicos do Brasil. Tito, de 5 anos, é um dos alunos. Ele já falava português quando a família se mudou para a Alemanha, dois anos atrás. Mas foi perdendo a fluência.

“O Tito começou a misturar as palavras. Me pedia o copo ‘blau’ – azul, em alemão. Isso acendeu o sinal de alerta”, conta o pai, o administrador de empresas Pedro Maranhão. Para o brasileiro, o contato do filho com outras crianças que falam a língua é fundamental: ”Para expatriados, é também uma forma de ter contato com nossa cultura, costumes, valores. Enfim, um pouquinho de Brasil aqui no exterior”.

Quebrar resistências

Mas o curso sozinho não faz milagres, alerta a jornalista e arte-educadora paulistana Christina Litran. Uma das fundadoras do projeto, Christina lembra que o papel de pais como Pedro é vital – e o investimento deve ser permanente. “O português se faz dentro de casa. É preciso estimular, falar com o filho. Uma criança bilíngue precisa ouvir as duas línguas – o alemão e o português, constantemente”, ensina.

Parece óbvio que pais e mães brasileiros falem com seus filhos na própria língua. Mas nem sempre é assim. Muitas vezes, o idioma fica em segundo plano.

“Alguns acham mais importante falar a língua do país onde vivem. Com o tempo, ficam com saudade e querem se comunicar com o filho na língua de coração. Mas aí já fica bem mais complicado”, diz a paulistana.

A resistência está ligada a vários fatores, avalia Christina. “Tem a ver, por exemplo, com a bagagem do próprio brasileiro. Muitos acabam se intimidando com a língua ou com o parceiro. E, às vezes, o bloqueio parte dos próprios alemães. Tem pessoas que não querem que se fale português em casa.”

Rede europeia

A ideia de criar a Bilingua surgiu de um grupo de mães que se encontrava para cantar músicas brasileiras para seus filhos. Hoje, a ONG conta com 70 alunos inscritos em suas diversas atividades em Berlim.

“Aos poucos, a gente ampliou o corpo docente e as faixas etárias. Agora fazemos um trabalho semanal, e temos crianças de até 14 anos”, comemora Christina.

Segundo a educadora, a proposta de valorizar o idioma “como língua de herança” contagia cada vez mais brasileiros na Europa. Já existe, inclusive, uma rede europeia da qual a Bilingua faz parte – o Elo Europeu.

Na própria Alemanha, há associações semelhantes em cidades como Frankfurt, Munique e Dresden. Eles organizam simpósios, trocam experiências, discutem propostas de material didático. “Apesar das características diferentes de cada país, o processo de trabalhar a língua portuguesa é muito parecido”, diz a educadora.


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