Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/07 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Tinta Bruta, o filme da 'bicha que resiste' estreia no circuito comercial na França

Tinta Bruta, o filme da 'bicha que resiste' estreia no circuito comercial na França
 
Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (d) estão na França para apresentar o filme "Tinta Bruta", antes de participarem do juri do Queer Palm no Festival de Cannes Divulgação

Depois de começar uma carreira internacional conquistando um dos maiores prêmios mundiais do cinema LGBT, o filme brasileiro “Tinta Bruta” estreia no circuito comercial francês. Em entrevista à RFI durante passagem por Paris, os diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon falam sobre o projeto, concebido durante o período de impeachment no Brasil. 

“Tinta Bruta”, que foi batizado de “Hard Paint” na versão internacional, conta a história do introspectivo Pedro, um rapaz que ganha a vida expondo na internet seu corpo pintado com tinta neon.O projeto, rodado em Porto Alegre, logo ganhou fãs pelo mundo, percorrendo vários festivais. A carreira fora do Brasil, aliás, começou com o pé direito, já que o filme conquistou em 2018 o Teddy, prêmio do cinema de temática LGBT da Berlinale.

O filme foi concebido durante as discussões sobre o impeachment no Brasil, o que, segundo os diretores, deu um verniz mais militante ao projeto. “Foi num período que a gente identificava como uma fragilização da nossa democracia e começava o crescimento de forças conservadoras no país”, lembra Marcio Reolon. “Isso nos dava um sentimento de isolamento e distanciamento da sociedade, sabendo que nesses casos as primeiras populações a sofrerem as consequências são as populações mais vulneráveis – os LGBTs, os negros, os indígenas e as mulheres –, que estão à margem dessa sociedade dominante central”, completa o diretor.

“É evidente que a situação só piorou”, continua Filipe Matzembacher. “A sociedade está ficando cada vez mais violenta, pensando cada vez menos de uma maneira humana, e que está tentando excluir os diferentes e desvalorizar a própria cultura e a intelectualidade”, denuncia Matzembacher.

A contestação dos cineastas é incarnada pelo personagem principal do filme, que se sente isolado e vigiado durante toda a história. Mas apesar das dificuldades, “ele segue lutando, disposto a encarar tudo o que ele enfrenta. A resistência é uma das únicas certezas dele”, insiste Matzembacher, que vê em Pedro “uma bicha que resiste”.

Os diretores continuam na França durante o mês de maio. Eles foram convidados para fazer parte do júri do Queer Palm, a seleção de temática LGBT do 72° Festival de Cinema de Cannes.

Assista a entrevista completa no vídeo abaixo. 

 


Sobre o mesmo assunto

  • Cinema

    Brasil tem mais um representante no Festival de Cannes, com “Sem seu sangue”

    Saiba mais

  • RFI CONVIDA

    Cineasta Marcelo Novais lança em Paris um “diário íntimo de uma geração”

    Saiba mais

  • Cinema

    Três filmes brasileiros são premiados no Festival de Biarritz: “Deslembro”, “Bixa Travesty” e “O Orfão”

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.