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Petróleo e dinheiro sujo sempre andaram juntos, mas com Lula ainda mais, diz revista

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Petróleo e dinheiro sujo sempre andaram juntos, mas com Lula ainda mais, diz revista
 
"A casa do Brasil caiu" é a manchete da reportagem da revista L'Obs sobre a crise no país. RFI

O Brasil não sai mais das páginas da imprensa francesa. Desta vez, a revista semanal L’Obs analisou o peso da corrupção na Petrobras na derrocada econômica do país, que deve registrar uma recessão de pelo menos 3% neste ano. Em uma longa reportagem, a publicação constata que “o dinheiro sujo ligado ao petróleo sempre existiu em todos os países – mas, no Brasil, ele tomou uma importância desmedida com a chegada ao poder de Lula, em 2003”.

L’Obs observa que a crise brasileira “é uma história com detalhes extremamente complicados”, mas, “no princípio, é simples”, ao reunir elementos que “a França também conhece bem”: licitações fraudadas, superfaturamento de obras, caixa dois para os partidos e subornos.

A matéria explica que, no início, as boas intenções do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pareciam sinceras, ao impor uma estratégia de participação das empresas nacionais em grandes obras de infraestrutura para relançar a economia brasileira. Mas, ao estabelecer cotas elevadas de companhias nacionais nos contratos públicos, “ele escancarou as portas para a corrupção”.

Ouvido pela revista, o ex-diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo) John Forman explica que, já em 2004, o valor das plataformas de petróleo dobrou no país – e isso era apenas o começo, nota o texto. “Ano após ano, o apetite aumentou e os exageros se acumularam”, diz a reportagem, citando o caso de uma refinaria de Pernambuco que custou 10 vezes mais do que o planejado.

Petrobras virou “Papai Noel com saco sem fundo”

“Com a corrupção e a megalomania nacionalista, a Petrobras virou um Papai Noel com um saco sem fundo, despejando os seus bilhões nos projetos mais desmiolados”, constata a publicação semanal, que chegou às bancas francesas nesta sexta-feira (18). Desde que os escândalos descobertos pela Operação Lava Jato estouraram, a desmoralização da Petrobras contribui para espantar os investidores do país. Para completar, a queda do preço do barril de petróleo não ajuda a economia brasileira a se reerguer.

Ninguém consegue prever quando vai acabar o inferno astral da companhia estatal, nem do país. Com a crise, escreve o enviado especial ao Rio de Janeiro, o Brasil percebeu que não adianta “dizer que é moderno para sê-lo”, após anos de euforia motivada pelo forte crescimento econômico e de aumento da relevância internacional.

A reportagem frisa que, neste cenário sombrio, “o que talvez mais traumatize os brasileiros é a sensação de voltar 20 anos no tempo – um sentimento que é, em parte, injusto”. A crise não anula os progressos sociais e econômicos registrados no país na última década, mas ressalta que ainda resta um longo caminho de evolução no combate à corrupção em todas as esferas e no reforço das instituições.
 


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