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Zona do Euro/Desemprego

Desemprego continuará alto na zona do euro em 2014, prevê estudo

Um estudo divulgado nesta terça (14) pela agência de análises financeiras Standard & Poor’s mostra que o crescimento econômico na França e na zona do euro em 2014 será insuficiente para inverter a curva do desemprego. Para a agência, o Produto Interno Bruto (PIB) francês deve registrar uma progressão de 0,5% este ano – uma previsão inferior a outras análises, como a da Reuters, que acredita em um crescimento de 0,8% da economia francesa.

Zona do euro continuará a enfrentar as consequências da crise econômica em 2014.
Zona do euro continuará a enfrentar as consequências da crise econômica em 2014. REUTERS/Ralph Orlowski
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“As perspectivas sobre os mercados de trabalho continuam muito obscuras”, avalia o economista-chefe da Standard and Poor’s, Jean-Michel Six.

As equipes da agência observam que a França tem dificuldade em seguir o mesmo ritmo de recuperação de muitos de seus vizinhos porque, segundo eles, a recessão teria sido menos severa no país. No entanto, a França falhou gravemente na recuperação do déficit de sua balança comercial com a Alemanha desde 2009, quando outras economias tiveram sucesso na redução do mesmo.

“Quase-estabilização” do desemprego

Um estudo da União Nacional Interprofissional para o Emprego na Indústria e no Comércio (Unedic, sigla em francês) confirmou hoje uma “quase-estabilização” do desemprego no fim de 2013 antes de uma nova alta prevista para 2014. De acordo com o órgão, não se deve esperar um milagre já que a leve recuperação deve perder o ritmo com o registro de novos 63.200 desempregados no país.

No fim de novembro, foram registradas 3,29 milhões de pessoas sem nenhuma atividade na França – um número próximo do recorde, com uma alta de 17,8 mil desempregados.

Para 2014, a Unedic prevê um leve crescimento de 0,8%, depois dos 0,2% em 2013. Para a criação de trabalho no setor privado e a inversão da curva do desemprego, os economistas estimam que seria necessário que a alta do PIB chegasse a 1,5%.

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