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Plano de US$ 1,9 trilhão de Biden contra Covid-19 irá beneficiar famílias, indústria e indígenas

O presidente eleito Joe Biden prometeu nesta quinta-feira (14) a criação de "milhões de empregos" no setor industrial dos Estados Unidos, que sofreu com o governo de Donald Trump. Biden apresentou um plano de recuperação da economia de US$ 1,9 trilhão, para o país sair da pior crise enfrentada desde a Grande Depressão dos anos 1930. O pacote ainda precisa ser aprovado pelo Congresso para entrar em vigor.

O futuro presidente americano, Joe Biden, anuncia pacote de ajuda de US$ 1,9 trilhão para enfrentar crise econômica causada pela pandemia do coronavírus.
O futuro presidente americano, Joe Biden, anuncia pacote de ajuda de US$ 1,9 trilhão para enfrentar crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. AP - Matt Slocum
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"Imaginem um futuro: 'feito nos Estados Unidos e por americanos'", declarou Biden, enfatizando que o dinheiro dos contribuintes será usado para "reconstruir" o país. "Compraremos produtos americanos, sustentando milhões de empregos industriais americanos." Diante da amplitude da crise econômica que atinge os Estados Unidos, "não podemos nos permitir ficar de braços cruzados", declarou o democrata.

Respondendo às críticas de que esse novo plano poderia aumentar o endividamento do país e prejudicar as finanças públicas, o presidente eleito destacou que "o retorno dos investimentos em termos de emprego e igualdade racial evitará danos econômicos no longo prazo". "Os benefícios serão muito maiores que o custo", acrescentou Biden em coletiva de imprensa.

Vacinas, combate à Covid-19, reabertura das escolas: US$ 400 bilhões

O texto prevê US$ 20 bilhões para acelerar a campanha de vacinação, em conjunto com os governos locais, e US$ 50 bilhões para aumentar o número de testes. Um total de US$ 30 bilhões permitirá aumentar o volume de equipamentos de combate à Covid-19 (luvas, máscaras) e US$ 10 bilhões devem ser investidos para ajudar as empresas americanas na fabricação desses produtos.

Cerca de US$ 170 bilhões estão planejados para reduzir o número de alunos por classe e permitir que as escolas reabram, comprem barreiras plásticas de proteção, melhorem a ventilação e aumentem a capacidade de transporte para reduzir o número de crianças nos ônibus escolares. Biden também quer administrar 100 milhões de doses de vacinas em 100 dias.

Apoio direto às famílias: US$ 1 trilhão

Serão enviados novos cheques no valor de US$ 1.400 por pessoa e a duração do seguro-desemprego, que passará para US$ 400 semanais, será prorrogada até 30 de setembro de 2021.

Para o pagamento de aluguéis e contas de água e energia, estão previstos auxílios de US$ 25 bilhões. Os despejos serão suspensos até 30 de setembro.O presidente eleito quer reforçar a ajuda alimentar às famílias. Por isso, o salário mínimo deve mais do que dobrar para US$ 15 a hora.

Um fundo de emergência deve receber US$ 25 bilhões para creches e US$ 15 bilhões para cuidar de crianças mais velhas. Cerca de US$ 20 bilhões são planejados para a saúde dos veteranos de guerra.

Apoio às comunidades locais atingidas pelo vírus: US$ 440 bilhões

O plano de Biden prevê US$ 50 bilhões para ajudar as pequenas empresas a ter liquidez. Já o financiamento de estados, cidades e outras comunidades locais é uma das principais questões de desacordo entre republicanos e democratas. O presidente eleito quer obter US$ 350 bilhões para permitir que eles paguem funcionários da saúde, bombeiros, policiais e professores.

Para o transporte público, o texto prevê cerca de US$ 20 bilhões e a mesma quantia para a comunidade de povos indígenas. Por fim, estão previstos cerca de US$ 10 bilhões para modernizar os equipamentos de informática do governo federal e prevenir novos ataques cibernéticos.

(Com informações da AFP)

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