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Revista francesa entrevista miliciano que mata para defender governo Maduro

Revista francesa entrevista miliciano que mata para defender governo Maduro
 
Grupo dos chamados "colectivos do governo" em San Martín, Caracas, Venezuela bloqueiam a passagem de protestos. 19/04/2017 Wikipédia CC BY-SA

A revista semanal L'Obs conseguiu entrevistar um miliciano venezuelano que faz parte de um dos grupos paramilitares mais violentos de Caracas, a Frente 5 de Março. A jornalista Natacha Tatu, enviada especial à capital da Venezuela, conta que pela primeira vez em sua longa carreira precisou pagar a soma de U$ 75 para obter o depoimento de Alfredo, codinome do quadragenário residente no bairro de Cotiza.

O miliciano só aceitou se encontrar com a jornalista francesa num McDonald's do centro de Caracas porque disse estar completamente sem dinheiro. A L'Obs afirma ter aceitado essa concessão incomum no jornalismo por considerar que testemunhos como o de Alfredo são raríssimos. Para provar que não era um farsante, o venezuelano mostrou à repórter um cartão de visita com seu nome, fotografia e o emblema do "colectivo 5 de Marzo".

O miliciano de Cotiza é membro dos chamados "colectivos", as forças paramilitares que têm espalhado terror na Venezuela. Só na região de Caracas, existiriam 63 grupos desse tipo. São homens pagos para servir ao chavismo e proteger o regime de Nicolás Maduro. A maioria são civis, ex-militantes de movimentos guerrilheiros dos anos 1970 e 1980, contratados pelo ex-presidente Hugo Chávez, falecido em 2013. Promovidos a "guardiães da revolução bolivariana", eles tinham a missão de supervisionar programas sociais e manter a ordem. Mas desde a época de Chávez, os "colectivos" já eram pagos para perseguir opositores.

Gangues mafiosas sem piedade

Porém, com o agravamento da crise na Venezuela, os "colectivos" de milicianos se tornaram gangues mafiosas, sem piedade e acima da lei. Eles promovem saques, roubam e matam na maior impunidade, relata a jornalista da L'Obs. Eles andam armados até os dentes, se locomovem de motocicleta e ficam à disposição do governo para atuar onde for necessário, dia e noite.

Depois de descrever com frieza os massacres que cometeu em nome do chavismo, para calar as manifestações de protesto contra o governo Maduro, Alfredo admite que os grupos milicianos, constituídos inicialmente de ex-guerrilheiros, policiais e militares, foram infiltrados por criminosos de toda espécie. E faz uma acusação formal: a oposição também utiliza delinquentes e grupos armados. "O modo de ação é o mesmo dos dois lados", garante.

Num país à beira do abismo, a revista francesa conta que a população de Caracas se pergunta de que lado os milicianos vão ficar. Se vão partir para a guerra civil a fim de apoiar o governo Maduro custe o que custar ou se vão mudar de lado para apostar nas promessas do opositor Juan Guaidó.

Alfredo diz que já não recebe mais seu salário com regularidade. Pode ser um sinal do fim.


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