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Derrotas no Congresso e na Justiça complicam agenda de Trump

Derrotas no Congresso e na Justiça complicam agenda de Trump
 
O presidente americano, Donald Trump, culpa republicanos pela maior derrota sofrida na reforma da saúde. REUTERS/Carlos Barria

Ainda não dá para enterrar a presidência de Donald Trump. Mas mesmo se não acabou, já começou mal. Os dois primeiros decretos barrando a entrada de cidadãos de alguns países muçulmanos foram bloqueados pela Justiça.

E agora, uma nova derrota fragorosa: a maioria republicana na Câmara dos Representantes não conseguiu aprovar o desmantelamento do Obamacare, o grande sucesso legislativo do ex-presidente que ampliou a cobertura de saúde para milhões de americanos. Resultado: nas sondagens de opinião, Trump tem os números mais baixos para um presidente americano nessa altura do mandato.

Na verdade, o magnata está aprendendo que governar em Washington não é fácil. Não basta dizer que é o salvador da pátria, que vai prender e arrebentar, que ninguém pode comigo e que um empresário, campeão na arte da negociação, só pode sair ganhando. Claro, o presidente pode bastante, mas não pode tudo. O poder judiciário é poderosíssimo. E o Congresso – até com maioria – não é capacho da Casa Branca.

O problema de Trump é que acabar com o Obamacare foi a promessa central da campanha eleitoral. Os republicanos passaram anos denunciando a política de saúde de Obama e que queriam ver sangue, rapidamente. Mas o próprio chefe do grupo republicano na Câmara, Paul Ryan, explicou que era mais fácil ficar na oposição atirando pedra do que se unir para governar.

Divisões internas profundas do Partido Republicano

Há anos que o partido está profundamente dividido com uma ultradireita fundamentalista que não aceita nenhum compromisso. E que achou que o plano de Ryan e Trump era só água morna. Depois dessa derrota, as consequências podem ser catastróficas para o resto da agenda do presidente.

Conseguir aprovar uma redução espetacular de impostos e um pacote de obras de infraestrutura de US$ 1 trilhão, já não vai ser fácil com uma oposição democrata mais do que decidida. Mas com uma boa parte do partido Republicano absolutamente alérgica a déficits orçamentários, esses objetivos parecem mais com a subida do Himalaia.

Trump vai ter que escolher. Ou bem ele tenta se entender com os democratas e os republicanos moderados: mas aí o resultado final será aguado e a sua base eleitoral não vai gostar. Ou então entrega a agenda para a extrema-direita republicana: mas aí para tudo, e não há Congresso que aprove coisa nenhuma.

O problema do presidente do topete dourado não é só que ele está se tornando mais impopular. Ele também está virando refém do seu próprio partido depois de ter ganho a eleição atropelando o establishment republicano.

“Rebolar” para salvar a presidência

Mais grave ainda é a investigação do FBI e das agências de inteligência sobre as possíveis cumplicidades da sua equipe com as ingerências cibernéticas de Vladimir Putin na campanha presidencial. A coisa está tão feia que já se fala em Washington de “alta traição”. A jogada do Kremlin para favorecer Trump e prejudicar Hillary Clinton, pode não ter sido o fator principal da eleição do magnata. Mas é um exemplo claro de tiro que saiu pela culatra.

O escândalo e os fatos são de tal ordem, que o novo presidente tem que enfrentar a hostilidade do conjunto da comunidade de segurança, inteligência e defesa do país: a NSA, a CIA, o FBI, a Homeland Security, o Departamento de Estado e o Pentágono.

Trump teve que engolir a nomeação, para chefiar essas poderosas instituições, de militares e personalidades, todos hostis à Moscou e favoráveis à OTAN e à aliança com a União Europeia, em contradição aberta com louro comandante em chefe.

O próprio Conselho de Segurança da Casa Branca está sob o comandado de um general com esse tipo de perfil, enquanto as Comissões do Senado que tratam de defesa e política externa estão nas mãos do establishment republicano moderado.

Amarrado, mas ainda esperneando na política interna, e sem margem de manobra na política externa, Donald Trump vai ter que rebolar para salvar a sua presidência. E bota rebolado político nisso.
 


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