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Mundo

Premiê do Líbano renuncia, pressionado por contestação popular sem precedentes

media O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, em discurso na TV, ao apresentar sua demissão, nesta terça-feira (29). REUTERS/Mohamed Azakir

O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, anunciou nesta terça-feira (29) que apresentará sua demissão ao presidente Michel Aoun. A decisão ocorre no 13° dia de um movimento de contestação popular sem precedentes contra a corrupção das elites políticas do país.

Em um breve discurso na TV, Hariri explicou que se encontra em um "impasse". O premiê também fez um apelo para que os libaneses "priorizem a paz". Na última sexta-feira (25), o chefe do Hezbollah xiita, Hassan Nasrallah, já havia alertado para o risco de guerra civil no Líbano.

Desde o último 17 de outubro, milhares de libaneses tomam as ruas das principais cidades do país. O movimento foi desencadeado pelo anúncio inesperado de um imposto sobre as ligações via WhatsApp, medida cancelada no início da contestação.

No entanto, a revolta evoluiu e passou a focar na corrupção da classe política. Trinta anos após o fim da guerra civil, os mesmos governantes se mantêm no poder, em um dos governos mais corruptos do planeta. Os libaneses também reclamam das deficiências dos serviços públicos, que castigam a população com falta de água, energia elétrica e cuidados médicos.

Sem saída

Nesta terça-feira, 13º dia de manifestações, as autoridades não conseguem propor uma solução. Bancos, escolas e universidades continuam fechados. Alguns trabalhadores podem não receber os salários neste fim de mês.

Na véspera, manifestantes reforçaram os bloqueios em várias estradas, um dia depois da formação de uma cadeia humana que demonstrou uma unidade inédita dos libaneses, aumentando ainda mais a pressão contra o governo em um país paralisado.

"Se a classe política corrupta não entende a que ponto o país está doente, então não vai acontecer nada", afirma Ali, 21 anos, responsável por "vigiar" os veículos que bloqueiam uma das entradas ao norte da capital Beirute.  

Analistas consideram que a prioridade das autoridades deveria ser acabar com os bloqueios para que o país voltasse à normalidade. Mas o exército, que permanece neutro até o momento, já anunciou que não aceita o uso da força contra os manifestantes.

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