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Eleições legislativas em Israel definem futuro político de Netanyahu

Eleições legislativas em Israel definem futuro político de Netanyahu
 
O primeiro-ministro conservador Benjamin Netanyahu (à esquerda) enfrenta uma disputa apertada com o adversário de centro-esquerda Benny Gantz, líder do partido Azul e Branco. REUTERS/Corinna Kern/File Photo

Apenas cinco meses após as últimas eleições, os eleitores israelenses vão novamente às urnas, nesta terça-feira (17), para eleger os 120 membros do Knesset, o Parlamento em Jerusalém. Eles vão votar em mais de 11.000 urnas, assim como fizeram em 9 de abril, quando o vencedor, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, não conseguiu costurar uma coalizão de governo viável.

Correspondente da RFI em Tel Aviv

Para formar o governo,o premiê conservador precisava do apoio de 51% dos representantes do Parlamento, ou seja, 61 deputados, mas conseguiu atrair apenas 60 parlamentares. O fracasso levou à convocação de novas eleições.

A votação acontece a um mês do comparecimento de Netanyahu à Justiça por corrupção, abuso de confiança e malversação de dinheiro público. "A disputa está muito apertada", reconheceu o chefe de governo, ao votar nesta manhã em Jerusalém. Ele citou o amigo americano Donald Trump e fez um apelo para que os israelenses participem de maneira expressiva na eleição. O opositor Gantz votou em Tel Aviv, propondo mudanças no poder em Israel, com um governo "sem corrupção e extremismos".

As pesquisas eleitorais dão ao partido de Netanyahu, o conservador Likud, 32 das 120 cadeiras do Parlamento. Mas o principal partido de oposição, o Azul e Branco (centro-esquerda), liderado pelo ex-chefe do Exército Benny Gantz, também deve receber, pelas pesquisas, o mesmo número de assentos.

Muitos dizem que será uma das eleições mais apertadas da história do país. "Bibi ou Benny?", questiona a imprensa internacional, fazendo alusão ao apelido de Netanyahu.

Pelo sistema eleitoral israelense, quem tem a chance de formar o próximo governo é sempre o líder do partido com mais votos. Mas, se houver um empate, o escolhido é quem receber mais indicações dos líderes dos outros partidos que conseguiram eleger bancadas.

Ninguém sabe se Netanyahu, no poder há 10 anos consecutivos, receberá mais indicações do que Gantz. E, caso seja o mais indicado, se irá conseguir costurar uma coalizão com 61 cadeiras.

Lieberman, o coringa indesejável

Ao que parece, a chave para essas respostas é o ex-ministro da Defesa e ex-chanceler Avigdor Lieberman, líder do partido ultranacionalista Israel Nossa Casa. Lieberman, que até poucos meses atrás era uma espécie de “aliado natural” do Likud para a formação de uma coalizão de direita com partidos de extrema direita e religiosos, se tornou um coringa.

Sem o apoio de Lieberman, que deve eleger uma bancada com 10 membros, Netanyahu terá dificuldade de montar o governo e continuar no poder.

O relacionamento entre Lieberman e Netanyahu, que já teve altos e baixos, azedou justamente quando o primeiro-ministro tentou formar o governo, em abril. Lieberman fez muitas exigências para entrar na coalizão exatamente por saber que, sem ele, não haveria governo. Ele insistiu na aprovação de uma lei exigindo maior alistamento militar da minoria ultraortodoxa – 10% da população, que se recusa a servir no Exército, algo obrigatório no país.

Os partidos religiosos, por sua vez, ameaçaram boicotar o governo caso a lei fosse aprovada. Incapaz de resolver o impasse, Netanyahu teve que convocar novas eleições. Vingativo, prometeu formar um governo sem o partido Israel Nossa Casa, enquanto Lieberman endureceu ainda mais, jurando que não entrará em coalizão alguma com os ultraortodoxos.

Coalizão inédita?

Justamente por isso, existe uma chance palpável de que a lista Azul e Branco – que é a união de três partidos de centro-esquerda – consiga ser indicada para formar o governo ao invés de Netanyahu. Nesse caso, Gantz, número 1 da lista, será o próximo primeiro-ministro.

Mas, para isso, também teria que cortejar Lieberman – que defende mão dura contra os palestinos, contrariando a esquerda israelense, mais tolerante e aberta a negociações de paz.

Gantz também teria que conseguir apoio formal da Lista Árabe Unida, união de quatro partidos da minoria árabe-israelense, que deve conseguir de 12 a 23 cadeiras no Parlamento. E isso não é nada fácil, porque os partidos árabes nunca aceitaram entrar em coalizões de governo, preferindo ficar sempre na oposição.

Alguns analistas acham que um cenário possível diante de tudo isso, é um governo de “União Nacional”, juntando as duas maiores bancadas: o Likud e o Azul e Branco. Assim, ninguém precisaria de Lieberman, dos ultraortodoxos, dos árabes-israelenses ou outros partidos menores.

Mas, para isso acontecer, tanto Netanyahu quanto Gantz teriam que deixar o ego de lado e aceitar dividir o poder, com cada um atuando como primeiro-ministro por dois anos.

Isso tudo só ficará claro depois da contagem dos votos e da divulgação do resultado final. Assim que as urnas fecharam, às 22h pelo horário local, serão divulgadas pesquisas de boca de urna. Mas os resultados finais só saem na quinta-feira (19).


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