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Israel: Netanhyahu acusado de tentar ganhar votos com promessa de anexar colônias

Israel: Netanhyahu acusado de tentar ganhar votos com promessa de anexar colônias
 
Benjamin Netanyahu anuncia promessa de anexar colônias da Cisjordânia. REUTERS/Amir Cohen

 

Às vésperas das eleições parlamentares do próximo dia 17 em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu que, se eleito, vai anexar parte das colônias israelenses na Cisjordânia. Ele fez uma declaração bombástica ontem à noite, 10 de setembo, exatamente uma semana antes das eleições parlamentares da próxima terça-feira, dia 17.

Em um comunicado transmitido ao vivo em TVs, rádios e pela internet, Netanyahu anunciou que pretende estender a soberania de Israel a parte dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, especificamente os que ficam no Vale do Rio Jordão e na parte Norte do Mar Morto.

Ele também prometeu que esse seria o primeiro passo para impôr jurisdição israelense também sobre outras colônias israelenses na Cisjordânia. Só não ficou claro como isso aconteceria sem uma anexação territorial da Cisjordânia.

Horas depois do anúncio, Netanyahu faria mais um discurso ao vivo na cidade de Ashdod, no Sul do país. Mas teve que ser retirado às pressas do palco por seguranças por causa do lançamento de dois foguetes contra Israel disparados da Faixa de Gaza.

Reação

Já se podia esperar que os cerca de 400 mil israelenses que moram na Cisjordânia demonstrassem satisfação com o anúncio. Eles há anos pedem para serem incorporados formalmente a Israel, mesmo que a Cisjordânia seja considerada internacionalmente como um território ocupado por Israel desde 1967, onde vivem algo em torno de 2,7 milhões de palestinos.  

 Líderes políticos acusaram Netanyahu de tentar ganhar votos de última hora com promessas antigas e vagas. Quase todos os governos israelenses afirmaram que não abririam mão do controle sobre o Vale do Jordão, o trecho de terra ao longo do Rio Jordão e que faz fronteira com a Jordânia. A diferença entre os partidos é como manter esse território: através de negociação com palestinos ou por medida unilateral.

O maior opositor de Netanyahu nessas eleições, o partido de centro-esquerda Azul e Branco, também prometeu manter o Vale do Jordão como parte de Israel, mas após negociação de paz.

Já a direita israelense – que defende uma anexação imediata e sem negociações de toda a Cisjordânia – reclamou que Netanyahu é hesitante. A líder do partido de extrema-direita Yemina, a ex-ministra da Justiça Ayelet Shaked, afirmou que Netanyahu já fez promessa semelhante no passado e não cumpriu.

Os palestinos reagiram imediatamente, afirmando que uma anexação do Vale do Jordão seria contrária à lei internacional, além de que inviabilizaria a criação de um Estado palestino. O Vale do Jordão é parte da Cisjordânia, território que, junto com Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza, os palestinos querem como parte de um Estado independente.

O veterano político palestino Saeb Erekat afirmou que se trataria de mais uma das violações de Israel, que já teve como precedentes a anexação de Jerusalém Oriental, em 1967, e das Colinas de Golã, na década de 80.

O secretrário-geral da ONU, António Guterres, afirmou, através de seu porta-voz, que condena qualquer ação unilateral de israelenses ou palestinos, o que não ajudaria em um processo de paz. “Qualquer decisão de impôr leis, jurisdição e administração na Cisjordânia ocupada não tem efeito legal internacional”, disse o porta-voz.

Em Washington, a Casa Branca não se pronunciou imediatamente, o que leva a dúvidas quanto ao apoio do presidente americano Donald Trump aos planos de Netanyahu.

Tensão eleitoral

A poucos dias do pleito, o primeiro-ministro está aumentando o ritmo de sua campanha, temendo um fracasso nas urnas. Seu partido, o conservador Likud, está páreo a páreo com os opositores de centro-esquerda do partido Azul e Branco, ambos com algo em torno de 25% das intenções de voto.

Netanyahu, no poder há dez anos, não só quer vencer o Azul e Branco como conseguir formar uma coalizão de governo viável sem precisar se unir com partidos rivais para isso.

Nas últimas eleições, em abril deste ano, ele conseguiu ser indicado para formar o governo, mas não conseguiu essa costura que se desentendeu com um ex-aliado e atual rival Avigdor Lieberman. O ex-ministro da Defesa e ex-chanceler de Israel é líder do partido ultranacionalista Israel Nossa Casa, que conseguiu 5 das 120 cadeiras no Knesset, o Parlamento em Jerusalém.  Mas não aceitou se unir ao governo caso todas as suas exigências não fossem cumpridas.

No final das contas, Netanyahu teve que convocar novas eleições, algo inédito. E Lieberman acabou se fortalecendo após o impasse. Hoje, as pesquisas dão a ele 10 cadeiras, tornando o Israel Nossa Casa o maior coringa dessas eleições.


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