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Mundo

China reclama de ações ”terroristas” cometidas por manifestantes em Hong Kong

media Retirada de homem acusado por manifestantes de ser policial chinês à paisana. REUTERS/Thomas Peter

O governo chinês criticou nesta quarta-feira (14) o que chamou de ações de "tipo terrorista" cometidas por manifestantes contra cidadãos da China continental no aeroporto de Hong Kong.

O aeroporto de Hong Kong registrava atividade normal na manhã desta quarta-feira, após vários dias de protestos que perturbaram o tráfego aéreo.

Na terça-feira (13), no quinto dia de uma mobilização sem precedentes no aeroporto de Hong Kong, os manifestantes bloquearam os corredores que levam às zonas de embarque.

No fim da tarde, um homem que usava um colete de imprensa, suspeito de ser um espião das forças de segurança chinesas, foi preso a um carro de bagagens e agredido por um pequeno grupo de manifestantes.

O homem foi retirado do aeroporto em uma ambulância.

O jornal Global Times, publicação oficial do governo chinês em língua inglesa, de linha nacionalista, afirmou que o homem agredido era um de seus repórteres.

Em outro incidente, manifestantes cercaram um homem denunciado como um agente policial infiltrado.

Durante a retirada dessa pessoa, a polícia usou gás de pimenta para abrir passagem entre os manifestantes que bloqueavam uma viatura.

"Condenamos com veemência atos de tipo terrorista", afirmou em um comunicado Xu Luying, porta-voz do Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau do governo chinês, em referência às agressões cometidas na terça-feira por manifestantes contra os dois cidadãos da China continental.

Obstrução para a defesa

Choi Tsz Wan, advogado de Hong Kong que trata do caso de manifestantes presos explicou ao repórter Christophe Paget, enviado especial da RFI, que as autoridades se valem de vários artifícios para tentar obstruir as defesas:

“As pessoas detidas são transferidas para presídios bastante afastados. Quando chegamos lá, dizem que é preciso chamar o responsável de plantão, mas não nos dão o número. Quando conseguimos entrar, essa pessoa diz que existe apenas uma sala disponível para os advogados encontrar os detentos. Cada advogado precisa esperar sua vez. E, finalmente, quando vemos os detidos, eles já assinaram documentos…”

Para Choi Tsz Wan, a mensagem é clara. As autoridades de Hong Kong querem dizer: “Parem de manifestar, não apoiem os protestos, podemos fazer o que quisermos”.

A ex-colônia britânica enfrenta a pior crise desde que passou à soberania chinesa em 1997.

(com informações da AFP e do enviado especial)

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