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Mundo

EUA adiam para dezembro novas taxas sobre produtos chineses

media China e Estados Unidos negociam nesse momento para evitar a escalada da guerra comercial. REUTERS/Thomas White/Illustration/File Photo

Os Estados Unidos adiaram até 15 de dezembro a imposição de novas tarifas de 10% sobre a importação de eletrônicos chineses. No entanto, Washington avisou que vai prosseguir com a implementação de taxas que entrarão em vigor a partir de 1º de setembro sobre US$ 300 bilhões dos demais produtos oriundos da China. A medida foi tomada para evitar um impacto nos negócios ligados às compras de final de ano.  

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia declarado no início de agosto que iria implementar taxas de importação sobre mercadorias chinesas pois Pequim não havia cumprido sua promessa de comprar mais produtos agrícolas americanos.

Mas em um comunicado divulgado nessa terça-feira (13), o gabinete do representante comercial (USTR), Robert Lighthizer, informou que pretende implementar as tarifas em setembro, como prometido, mas vai adiá-las para uma série de produtos, como telefones celulares, notebooks, monitores de computador e consoles de videogame, além de alguns brinquedos, calçados e roupas.

A decisão, vista como um possível apaziguamento entre os dois países, é anunciada em meio a novas reuniões entre Washington e Pequim, que tentam conter a escalada da Guerra Comercial que envolve atualmente as duas maiores potências mundiais. Os Estados Unidos haviam acusado oficialmente a China de manipular sua moeda na semana passada para tornar suas exportações mais competitivas.

O adiamento das taxas sobre alguns produtos até dezembro repercutiu imediatamente no mercado financeiro. A bolsa de Nova York, que abriu suas operações no vermelho em razão dos protestos em Hong Kong, se recuperou rapidamente e registrou uma alta de 1,6% no começo do dia. As ações da Apple ganharam 4,3%.

Salvar as compras de Natal

O anúncio também foi vivido como um alívio para os importadores e distribuidores de produtos, que já começavam a fazer os cálculos do impacto da medida nas compras de fim de ano.

“Nós estamos fazendo isso para o Natal, caso houvesse algum impacto para os consumidores americanos”, confirmou Trump, que preferiu evitar o risco de uma “influência nas festas de fim de ano”

(Com informações da AFP)

 

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