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Mundo

Em dia de orações muçulmanas, Índia reduz bloqueio da Caxemira

media Soldados patrulham ruas desertas de Srinagar, na Caxemira indiana. (08/08/2019) REUTERS/Danish Ismail

Autoridades indianas anunciam que vão diminuir o bloqueio na Caxemira para permitir aos muçulmanos de comparecerem a locais de culto nesta sexta feira (9), segundo o diretor-geral da polícia da região. Os habitantes serão autorizados a participar das orações em seus bairros, mas não poderão deixar a região.

A Caxemira está totalmente isolada do mundo desde a segunda-feira (5), devido a um corte de todos os meios de comunicação e de fortes restrições de circulação, impostos pelas autoridades indianas, que revogaram a autonomia constitucional da parte dessa região que pertence à Índia. Milhares de soldados foram enviados para vigiar o bloqueio, condenado pelo Paquistão, que também reivindica a Caxemira.

Um jovem foi morto após se jogar num rio ao tentar escapar da polícia. Novas manifestações podem ocorrer na segunda-feira (12), quando acontece uma festa sagrada na região. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse na quinta-feira (8) que a população não deveria encontrar dificuldades para celebrar a sua maior festa muçulmana.

Em seu discurso, Modi alegou que a decisão adotada na última segunda-feira tem como objetivo libertar a região do "terrorismo". A maioria nacionalista hindu no Parlamento indiano também votou a divisão do estado da Caxemira em dois territórios administrados diretamente por Nova Délhi, uma decisão que pode incendiar essa conflituosa região reivindicada pelo Paquistão.

Paquistão descarta ação militar

O governo paquistanês descartou, nesta quinta-feira (8), uma ação militar contra a Índia. "O Paquistão não está procurando a opção militar. Estamos olhando preferencialmente para opções políticas, diplomáticas e legais para lidar com a situação predominante", afirmou o ministro paquistanês das Relações Exteriores, Shah Mehmood Qureshi, em uma entrevista coletiva em Islamabad.

Qureshi também confirmou anúncio já feito pelo premiê Imran Khan de que o país recorrerá ao Conselho de Segurança da ONU contra a decisão "moralmente incorreta" tomada por Nova Délhi. Na quarta-feira à noite, Islamabad havia anunciado a expulsão do embaixador indiano no Paquistão e convocado seu representante diplomático em Nova Délhi para consultas.

Comunidade internacional acompanha

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, reuniu-se nesta quinta com seus colegas indiano e paquistanês. "A União Europeia apoia uma solução política bilateral entre Índia e Paquistão", informou sua assessoria.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu aos dois países "que se abstenham de tomar medidas que possam afetar a Caxemira indiana". De acordo com o porta-voz de Guterres, "o secretário-geral está acompanhando a situação com preocupação e faz um apelo pela contenção máxima".

"O secretário-geral também está preocupado com os informes de restrições no lado indiano da Caxemira, que poderiam piorar a situação dos direitos humanos na região", completou o assessor.

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