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Mundo

Com popularidade em baixa, Putin completa 20 anos no poder na Rússia

media Reforma da Previdência afetou a popularidade de Vladimir Putin. Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin via REUTERS

Essa sexta-feira (9) marca os 20 anos da nomeação de Vladimir Putin como chefe do governo russo. O atual presidente, que não abandonou o poder desde então, tenta manter sua autoridade, apesar de registrar baixos índices de popularidade desde que foi reeleito, em março de 2018.

Putin se tornou mundialmente conhecido em 9 de agosto de 1999, quando o então presidente Boris Yeltsin anunciou sua nomeação como chefe do governo russo. O diretor do FSB, entidade da inteligência herdeira da KGB soviética, era visto pelos analistas como um personagem capaz de acabar com a instabilidade política e a revolta no Cáucaso.

No início, o premiê Putin se mostrava relativamente tolerante e disposto a manter boas relações com os ocidentais. Já apresentava, porém, uma imagem severa e iniciou a segunda guerra da Chechênia. O conflito foi a base de sua popularidade, que permitiu sua reeleição como presidente na primeira década do século com 53% dos votos.

Graças à abundância de petróleo, seus primeiros anos no poder foram marcados pela recuperação do nível de vida dos russos e do retorno de um Estado enfraquecido após a queda da URSS, incluindo os meios de comunicação controlados por ambiciosos oligarcas. Mas em 2004, aconteceu um ponto de inflexão com a "Revolução Laranja", que levou à presidência da Ucrânia um político pró-Ocidente. O Kremlin considerou o episódio uma interferência ocidental em seu território.

A partir desse momento o tom de Putin mudou com os estrangeiros. Em 2007, ele fez em Munique uma dura e muito recordada crítica aos Estados Unidos.

Desde então, as crises externas não deram trégua: guerra na Geórgia em 2008, intervenção ocidental na Líbia em 2011, considerada uma traição por Moscou, que agora apoia Bashar al-Assad na Síria; crise ucraniana em 2014, com a anexação da Crimeia, e depois o início de um conflito no leste do país entre as forças de Kiev e separatistas pró-Moscou.

Na política interna, o presidente encampou a defesa de valores conservadores pregados pela Igreja Ortodoxa, em oposição ao que considera uma "decadência ocidental", e com um retrocesso permanente das liberdades públicas em nome da ordem e estabilidade.

No entanto, apesar das crises, principalmente externar, durante muito tempo Putin conseguiu manter sua popularidade. O que o ajudou em sua reeleição, em março de 2018, quando venceu um pleito eliminando os candidatos de peso, como Alexeï Navalny, e praticamente sem fazer campanha.

Mas a situação vem mudando, especialmente em razão de uma impopular reforma da Previdência, difícil de aceitar para uma população com baixa renda e em queda há cinco anos.

Putin não pode mais ser reeleito

A Constituição russa não permite que Putin tente se reeleger novamente em 2024. Mas é importante lembrar que em 2008, após dois mandatos, ele cedeu o Kremlin a seu premiê, Dmitri Medvedev, e se pôs à frente do governo até voltar à presidência em 2012.

Além disso, o chefe de Kremlin não parece disposto a ceder o poder por enquanto. Nas últimas semanas, o veto às candidaturas de oposição nas eleições municipais de várias grandes cidades russas, incluindo Moscou, e a dura repressão policial e judicial ao movimento de protesto deixaram pouca margem para dúvidas.

Depois de afastar todas as vozes críticas, o ex-agente do serviço de Inteligência, de 66 anos, popular por devolver a Rússia a um espaço preponderante no cenário internacional e por conseguir uma certa estabilidade, não pretende deixar que a oposição levante a cabeça.

(Com informações da AFP)

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