Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 15/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 15/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 15/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 15/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 15/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 15/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Milhares voltam a protestar em Hong Kong apesar da repressão policial

media Militantes pró-democracia utilizam guarda-chuvas para se proteger das bombas de gás lacrimogêneo em Hong Kong, 28 de julho de 2019. REUTERS/Tyrone Siu

Milhares de manifestantes pró-democracia se reuniram novamente neste domingo (28) em Hong Kong, 24 horas depois de confrontos com a polícia. A mobilização parada foi permitida, mas começou a se movimentar rapidamente. A tropa de choque dispersou os manifestantes com gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Zhifan Liu, correspondente da RFI em Hong Kong

A única manifestação autorizada pelas autoridades neste domingo (28) seria realizada no Charter Garden, no distrito central de Hong Kong, a apenas alguns passos do centro político. As autoridades, no entanto, permitiram apenas uma reunião estática, proibindo a marcha desejada pela oposição.

Uma proibição que não durou muito, porque parte da multidão presente no Charter Garden se movimentou rapidamente e se dividiu em vários grupos. Alguns manifestantes foram à delegacia e outros ao distrito de lojas de departamentos em Causeway Bay.

Mas também em Sai Ying Pun, onde fica o Escritório de Ligação de Pequim em Hong Kong: o símbolo do poder chinês no arquipélago. Os manifestantes se dão conta neste momento que o confronto com a polícia seria iminente.

"Velho"

"Eu sou velho, tenho 26 anos, a maioria das pessoas na linha de frente tem menos de 20 anos, eu não quero ver isso, porque eu sou o irmão mais velho deles, eu tenho que protegê-los. Eles atiram balas de borracha, gás lacrimogêneo, eles batem nossas cabeças, mas não temos armas conosco. Nós só temos guarda-chuvas e guarda-chuvas não são armas", disse um manifestante.

A noite ainda não havia caído e a polícia já tinha disparado dezenas de bombas de gás lacrimogêneo, forçando os manifestantes a se reagruparem e causando muitos danos nas fileiras.

"Temos muitas vítimas de gás lacrimogêneo, outras com hiper-ventilação ou com asma, por isso temos que tratá-las o mais rápido possível. Já vimos muitos manifestantes que foram espancados e tratados violentamente pela polícia, é nosso dever salvar vidas ", testemunhou um voluntário.

No decorrer da noite, a polícia ganhou terreno e os manifestantes tiveram que recuar em grossas nuvens de fumaça.

Essas manifestações começaram há quase dois meses para protestar contra uma lei de extradição para a China. Uma maneira de dizer "não" à crescente influência de Pequim sobre a antiga colônia britânica.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.